REVISÃO
GRAMÁTICA Ana Claudia Siuffo – Temperinho da palavra
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS
ESTRUTURA DAS PALAVRAS
As palavras são compostas por unidades e podem ser decompostas em elementos menores, chamados de morfemas ou elementos mórficos. Cada elemento mórfico (ou morfema) recebe um nome especial e exerce uma função específica na estrutura da palavra.
1 RADICAL
Radical é o elemento responsável pelo significado básico das palavras. É um elemento que normalmente não se altera. Quando várias palavras possuem o mesmo radical, são chamadas de cognatas ou palavras da mesma família etimológica.
Ex.: terra, terreno, terreiro, terrinha, enterrar, terrestre, desterro, soterrar, aterrado ...
dente, dentado, dentinho, dentadura, dentário, denticulado, dentifrício, dentista, dentuça, desdentado, dental, dentiforme ...
2 AFIXOS
Os afixos são as partículas que se anexam ao radical para formar outras palavras. Existem dois tipos de afixos:
* Prefixos: que são colocados antes do radical.
Ex.: desleal, autocontrole, rever, desumano, supermercado, propor, ilegal
* Sufixos: que são colocados depois do radical.
Ex.: folhagem, legalmente, goiabada, pedreiro, sofrível, casamento, modernismo
Os afixos são acrescentados às palavras a fim de:
* 1. mudar o significado da palavra:
Ex.: fazer – desfazer; feliz – infeliz; mortal – imortal
* 2. acrescentar uma idéia secundária à palavra:
Ex.: gordo – gorducho, livro – livreco, casa – casarão
* 3. alterar a classe gramatical da palavra:
Ex.: legal – legalizar, belo – beleza
3 VOGAL E CONSOANTE DE LIGAÇÃO
São vogais ou consoantes que entram na formação das palavras para facilitar a pronúncia. Existem, em algumas palavras, por necessidade fonética. Não são elementos significativos, ou seja, não interferem na significação da palavra.
Ex.: café t eira, capin z al, gas ô metro, chá l eira, alv i negro pont i agudo, rod o via, rei z inho, mortal i dade, refei t ório
4 VOGAL TEMÁTICA
A Vogal Temática junta-se ao radical para receber outros elementos. Fica entre dois morfemas. Existe vogal temática em verbos e em alguns nomes. Nos verbos, serve para indicar a conjugação a que eles pertencem (1ª , 2ª ou 3ª ). Nos nomes, apenas acompanham o radical. Ex.: cant a r (verbo da 1ª conjugação); beb e r (verbo da 2ª conjugação); part i r (verbo de 3ª conjugação); ros a, sal a, banc o, pedr a, trist e, livr o .
5 TEMA
Dá-se o nome de Tema à união do radical com a vogal temática.
Ex.: canta r ; vende r; parti r
6 DESINÊNCIAS
Desinências são morfemas colocados no final das palavras para indicar flexões verbais ou nominais. As desinências podem ser:
* Nominais: quando indicam gênero e número de nomes (substantivos, adjetivos, pronomes, numerais ).
Ex.: casa - casas, gato – gata, filho – filha
* Verbais: quando indicam número, pessoa, tempo e modo dos verbos. Existem três tipos de desinências verbais:
a) desinência modo-temporal (DMT) : indica o modo e o tempo do verbo;
Ex. se nós corrêssemos; tu corrias; nós jogávamos
b) desinência número-pessoal (DNP): indica a pessoa e o número do verbo;
Ex.: nós corremos; se eles corressem; tu cantas
c) desinência verbo-nominal: indica as formas nominais dos verbos (infinitivo, gerúndio e particípio).
Ex.: beber, correndo, partido
PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Os processos de formação de palavras são as maneiras como os morfemas se organizam para formar as palavras. Os principais processos de formação são Derivação e Composição.
1. DERIVAÇÃO
Processo de formar palavras no qual a nova palavra é originada de outra chamada de primitiva. Os processos de derivação são:
* a) Derivação Prefixal
A derivação prefixal é um processo de formar palavras no qual um prefixo, ou mais de um, são acrescentados à palavra primitiva. Ex.: desfazer, impaciente, recolocar, autocontrole, propor, infeliz, vice-reitor, contraveneno, iletrado, reanimar, antimilitar, sobrecapa, recompor (dois prefixos),
* b) Derivação Sufixal
A derivação sufixal é um processo de formar palavras no qual um sufixo, ou mais de um, são acrescentados à palavra primitiva. Ex.: realmente, folhagem, lealdade, patinho, cantador, jornaleiro, saudável, benzedura, matadouro, seminarista, cristianismo
* c) Derivação Prefixal e Sufixal
A derivação prefixal e sufixal existe quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à palavra primitiva de forma independente, ou seja, sem a presença de um dos afixos a palavra continua tendo significado.
Ex.: deslealmente ( des- prefixo e -mente sufixo ).
Pode-se observar que os dois elementos são independentes: existem as palavras desleal e lealmente.
Outros exemplos: infelizmente, inutilizar, desnivelar, incapacidade, ex-jogador
* d) Derivação Parassintética
A derivação parassintética ocorre quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois afixos não podem se separar, devem ser usados ao mesmo tempo, pois, sem um deles, a palavra não se reveste de nenhum significado. Ex.: anoitecer ( a- prefixo e -ecer sufixo),
Neste caso, não existem as palavras anoite e noitecer, pois os afixos não podem se separar.
Outros exemplos: pernoitar, descamisado, entristecer, desalmado, empobrecer, apavorar, esfarelar, atapetar, apoderar, enraizar, subtarrâneo
* e) Derivação Regressiva
A derivação regressiva existe quando morfemas da palavra primitiva desaparecem.
Ex.: mengo (flamengo), dança (dançar), portuga (português); moto (motocicleta), gel (gelatina), cine (cinema), fone (telefone), refri (refrigerante; boteco (botequim); micro (microcomputador); súper (supermercado); barraco (barracão); pneu (pneumático)
* f) Derivação Imprópria
A derivação imprópria ocorre quando uma palavra comumente usada como pertencente a uma classe é usada como fazendo parte de outra. Ex.: coelho (substantivo comum) usado como substantivo próprio em Daniel Coelho da Silva; verde geralmente como adjetivo (Comprei uma camisa verde.) usado como substantivo (O verde do parque comoveu a todos.)
Outros exemplos: gilete, bom-bril, sanduíche, havana, Cruz, Pereira, Leite, Machado, Flores
2. COMPOSIÇÃO
Consiste na formação de palavras pela junção de duas ou mais palavras (ou radicais).A composição pode ser de dois tipos: por justaposição ou por aglutinação.
* a) Composição por justaposição
Composição por justaposição ocorre quando as duas (ou mais) palavras que se juntam não perdem nenhum fonema, mantendo, por isso, a pronúncia que apresentam antes da composição.
Ex.: passatempo (passa + tempo) couve-flor (couve + flor); girassol (gira + sol) pé-de-moleque (pé + de + moleque); água-de-colônia (água+de+colônia); pontapé (ponta + pé)
* b) Composição por aglutinação
Composição por aglutinação ocorre quando, pelo menos, uma das palavras que se unem perde um ou mais fonemas, sofrendo, assim, uma mudança em sua pronúncia.
Ex.: petróleo (pedra + de + óleo) planalto (plano + alto); fidalgo (filho + de + algo) penalta (perna + alta); aguardente (água + ardente) embora (em + boa + hora)
* Existem outros processos de formação de palavras, mas que não são tão frequentes como os anteriores::
HIBRIDISMO
O hibridismo consiste na formação de palavras pela junção de radicais de línguas diferentes.
Ex.: automóvel (grego + latim); biodança (grego + português); zincografia (alemão + grego); sociologia (latim + grego); alcoômetro (árabe + grego)
ONOMATOPEIA
A onomatopeia consiste na formação de palavras pela imitação de sons e ruídos.
Ex.: triiim, chuá, bué, ping-pong, miau, tic-tac, zunzum, bang-bang, fonfom
SIGLAÇÃO
Consiste na redução ou derivação de nomes ou expressões a partir de siglas e/ou abreviaturas.
Ex.: Ibama, Inpa, Embrapa, petista, pedetista, emedebista, inapiário
CLASSES DE PALAVRAS
Substantivos coletivos • rebanho;
Segundo um estudo morfológico da língua portuguesa, as palavras
podem ser analisadas e catalogadas em dez classes de
• cardume; • pomar;
palavras ou classes gramaticais distintas, sendo elas: substantivo, • arquipélago;
artigo, adjetivo, pronome, numeral, verbo, advérbio, preposição,
conjunção e interjeição.
Substantivo
Substantivos são palavras que nomeiam seres, lugares, qualidades, sentimentos, noções, entre outros. Podem ser
• constelação.
Substantivos concretos
• mesa;
• cachorro;
• samambaia;
flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e
• chuva;
plural) e grau (diminutivo, normal, aumentativo). Exercem sempre
• Felipe.
a função de núcleo das funções sintáticas onde estão inseridos
(sujeito, objeto direto, objeto indireto e agente da passiva).
Substantivos abstratos
Substantivos simples
• casa;
• amor;
• roupa;
• livro;
• felicidade.
Substantivos compostos
• passatempo;
• arco-íris;
• beija-flor;
• segunda-feira;
• malmequer.
Substantivos primitivos
• folha;
• chuva;
• algodão;
• pedra;
• quilo.
Substantivos derivados
• território;
• chuvada;
• jardinagem;
• açucareiro;
• livraria.
Substantivos próprios
• Flávia;
• Brasil;
• Carnaval;
• Nilo;
• Serra da Mantiqueira.
Substantivos comuns
• mãe;
• computador;
• papagaio;
• uva;
• planeta.
• beleza;
• pobreza;
• crescimento;
• amor;
• calor.
Substantivos comuns de dois gêneros
• o estudante / a estudante;
• o jovem / a jovem;
• o artista / a artista.
Substantivos sobrecomuns
• a vítima;
• a pessoa;
• a criança;
• o gênio;
• o indivíduo.
Substantivos epicenos
• a formiga;
• o crocodilo;
• a mosca;
• a baleia;
• o besouro.
Substantivos de dois números
• o lápis / os lápis;
• o tórax / os tórax;
• a práxis / as práxis.
Artigo
Artigos são palavras que antecedem os substantivos, determinando a definição ou a indefinição dos mesmos. Sendo flexionados em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), indicam também o gênero e o número dos substantivos que determinam.
Artigos definidos
• o;
• a;
• os;
• as.
Artigos indefinidos
• um;
• uma;
• uns;
• umas.
Adjetivo
Adjetivos são palavras que caracterizam um substantivo, conferindo-lhe uma qualidade, característica, aspecto ou estado.
Pronome
Pronomes são palavras que substituem o substantivo numa frase (pronomes substantivos) ou que acompanham, determinam e modificam os substantivos, atribuindo particularidades e características aos mesmos (pronomes adjetivos). Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa do discurso).
Pronomes pessoais retos
Podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (normal, comparativo, superlativo).
Adjetivos simples
• vermelha;
• lindo;
• zangada;
• branco.
Adjetivos compostos
• verde-escuro;
• amarelo-canário;
• franco-brasileiro;
• mal-educado.
Adjetivo primitivo
• feliz;
• bom;
• azul;
• triste;
• grande.
Adjetivo derivado
• magrelo;
• avermelhado;
• apaixonado.
Adjetivos biformes
• bonito;
• alta;
• rápido;
• amarelas;
• simpática.
Adjetivos uniformes
• competente;
• fácil;
• verdes;
• veloz;
• comum.
Adjetivos pátrios
• paulista;
• cearense;
• brasileiro;
• italiano;
• romeno.
• eu;
• tu;
• ele;
• nós;
• vós;
• eles.
Pronomes pessoais oblíquos
• me;
• mim;
• comigo;
• o;
• a;
• se;
• conosco;
• vos.
Pronomes pessoais de tratamento
• você;
• senhor;
• Vossa Excelência;
• Vossa Eminência.
Pronomes possessivos
• meu;
• tua;
• seus;
• nossas;
• vosso;
• sua.
Pronomes demonstrativos
• este;
• essa;
• aquilo;
• o;
• a;
• tal.
Pronomes interrogativos
• que;
• quem;
• qual;
• quanto.
Pronomes relativos
• que;
• quem;
• onde;
• a qual;
• cujo;
• quantas.
Pronomes indefinidos
• algum;
• nenhuma;
• todos;
• muitas;
• nada;
• algo.
Numeral
• amar;
• vender;
• prender;
• partir;
• abrir.
Verbos irregulares
• medir;
• fazer;
• ouvir;
• haver;
• poder;
• crer.
Numerais são palavras que indicam quantidades de pessoas ou coisas, bem como a ordenação de elementos numa série. Alguns
Verbos anômalos
numerais podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), outros são invariáveis.
Numerais cardinais
• um;
• sete;
• vinte e oito;
• cento e noventa;
• mil.
Numerais ordinais
• primeiro;
• vigésimo segundo;
• nonagésimo;
• milésimo.
Numerais multiplicativo
• duplo;
• triplo;
• quádruplo;
• quíntuplo.
Numerais fracionários
• um meio;
• um terço;
• três décimos.
Numerais coletivos
• dúzia;
• cento;
• dezena;
• quinzena.
Verbo
Verbos são palavras que indicam, principalmente, uma ação. Podem indicar também uma ocorrência, um estado ou um
• ser;
• ir.
Verbos principais
• comer;
• dançar;
• saltar;
• escorregar;
• sorrir;
• rir.
Verbos auxiliares
• ser;
• estar;
• ter;
• haver;
• ir.
Verbos de ligação
• ser;
• estar;
• parecer;
• ficar;
• tornar-se;
• continuar;
• andar;
• permanecer.
Verbos defectivos
• falir;
• banir;
• reaver;
• colorir;
• demolir;
• adequar.
Verbos impessoais
fenômeno. Podem ser flexionados em número (singular e plural),
pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa do discurso), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), tempo (passado, presente e futuro), aspecto (incoativo, cursivo e conclusivo) e voz (ativa, passiva e reflexiva).
Verbos regulares
• cantar;
• haver;
• fazer;
• chover; • nevar;
• ventar; • anoitecer; • escurecer.
Verbos unipessoais
• latir;
• miar;
• cacarejar;
• mugir;
• convir;
• custar;
• acontecer.
Verbos abundantes
• aceitado / aceito;
• ganhado / ganho;
• pagado / pago.
Verbos pronominais essenciais
• arrepender-se;
• suicidar-se;
• zangar-se;
• queixar-se;
• abster-se;
• dignar-se.
Verbos pronominais acidentais
• pentear / pentear-se;
• sentar / sentar-se;
• enganar / enganar-se
• debater / debater-se.
Advérbio
Advérbio de afirmação
• sim;
• certamente;
• certo;
• decididamente.
Advérbio de negação
• não;
• nunca;
• jamais;
• nem;
• tampouco.
Advérbio de dúvida
• talvez;
• quiçá;
• possivelmente;
• provavelmente;
• porventura.
Advérbio de intensidade
• muito;
• pouco;
• tão;
• bastante;
• menos;
• quanto.
Advérbio de exclusão • salvo;
Advérbios são palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou • senão;
um advérbio, indicando uma circunstância (tempo, lugar, modo, • somente;
intensidade,…). São invariáveis, não sendo flexionadas em gênero • só;
e número. Contudo, alguns advérbios podem ser flexionados em
grau.
Advérbio de lugar
• aqui;
• ali;
• atrás;
• longe;
• perto;
• embaixo.
Advérbio de tempo
• hoje;
• amanhã;
• nunca;
• cedo;
• tarde;
• antes.
Advérbio de modo
• bem;
• mal;
• rapidamente;
• devagar;
• calmamente;
• pior.
• unicamente;
• apenas.
Advérbio de inclusão
• inclusivamente;
• também;
• mesmo;
• ainda.
Advérbio de ordem
• primeiramente;
• ultimamente;
• depois.
Preposição
Preposições são palavras que estabelecem conexões com vários sentidos entre dois termos da oração. Através de preposições, o segundo termo (termo consequente) explica o sentido do primeiro termo (termo antecedente). São invariáveis, não sendo flexionadas em gênero e número.
Preposições simples essenciais
• a;
• após;
• até;
• com;
• de;
• em;
• entre;
• para;
• sobre.
Preposições simples acidentais
• como;
• conforme;
• consoante;
• durante;
• exceto;
• fora;
• mediante;
• salvo;
• segundo;
• senão.
Preposições compostas ou locuções prepositivas
• acima de;
• a fim de;
• apesar de;
• através de;
• de acordo com;
• depois de;
• em vez de;
• graças a;
• perto de;
• por causa de.
Conjunção
Conjunções são palavras utilizadas como elementos de ligação entre duas orações ou entre termos de uma mesma oração,
Conjunções coordenativas conclusivas
• logo;
• pois;
• portanto;
• assim;
• por isso;
• por consequência;
• por conseguinte.
Conjunções coordenativas explicativas
• que;
• porque;
• porquanto;
• pois;
• isto é.
Conjunções subordinativas integrantes
• que;
• se.
Conjunções subordinativas adverbiais causais
• porque;
• que;
• porquanto;
• visto que;
• uma vez que;
• já que;
• pois que;
• como.
Conjunções subordinativas adverbiais concessivas
• embora;
• conquanto;
• ainda que;
estabelecendo relações de coordenação ou de subordinação. São
invariáveis, não sendo flexionadas em gênero e número.
Conjunções coordenativas aditivas
• e;
• nem;
• também;
• bem como;
• não só...mas também.
Conjunções coordenativas adversativas
• mas;
• porém;
• contudo;
• todavia;
• entretanto;
• no entanto;
• não obstante.
Conjunções coordenativas alternativas
• ou;
• ou...ou;
• já…já;
• ora...ora;
• quer...quer;
• seja...seja.
• mesmo que;
• se bem que;
• posto que.
Conjunções subordinativas adverbiais condicionais
• se;
• caso;
• desde;
• salvo se;
• desde que;
• exceto se;
• contando que.
Conjunções subordinativas adverbiais conformativas
• conforme;
• como;
• consoante;
• segundo.
Conjunções subordinativas adverbiais finais
• a fim de que;
• para que;
• que.
Conjunções subordinativas adverbiais proporcionais
• à proporção que;
• à medida que;
• ao passo que;
• quanto mais… mais,…
Conjunções subordinativas adverbiais temporais
• quando;
• enquanto;
• agora que;
• logo que;
• desde que;
• assim que;
• tanto que;
• apenas.
Conjunções subordinativas adverbiais comparativas
• como;
• assim como;
• tal;
• qual;
• tanto como.
Conjunções subordinativas adverbiais consecutivas
• que;
• tanto que;
• tão que;
• tal que;
• tamanho que;
• de forma que;
• de modo que;
• de sorte que;
• de tal forma que.
Interjeição
Interjeições são palavras que exprimem emoções, sensações, estados de espírito. São invariáveis e seu significado fica
Interjeições de desejo
• Oh!;
• Tomara!;
• Oxalá!.
Interjeições de dor
• Ai!;
• Ui!;
• Ah!;
• Oh!.
Interjeições de surpresa
• Nossa!;
• Cruz!;
• Caramba!;
• Opa!;
• Virgem!;
• Vixe!.
Interjeições de impaciência
• Diabo!;
• Puxa!;
• Pô!;
• Raios!;
• Ora!.
Interjeições de silêncio
• Psiu!;
• Silêncio!.
Interjeições de alívio
• Uf!;
• Ufa!;
• Ah!.
Interjeições de medo
dependente da forma como as mesmas são pronunciadas pelos • Credo!;
interlocutores.
Interjeições de alegria
• Oh!;
• Ah!;
• Oba!;
• Viva!;
• Opa!.
Interjeições de estímulo
• Vamos!;
• Força!;
• Coragem!;
• Ânimo!;
• Adiante!.
Interjeições de aprovação
• Apoiado!;
• Boa!;
• Bravo!.
• Cruzes!;
• Uh!;
• Ui!.
Interjeições de advertência
• Cuidado!;
• Atenção!;
• Olha!;
• Alerta!;
• Sentido!.
Interjeições de concordância
• Claro!;
• Tá!;
• Hã-hã!.
Interjeições de desaprovação
• Credo!;
• Francamente!;
• Xi!;
• Chega!;
• Basta!;
• Ora!.
Interjeições de incredulidade
• Hum!;
• Epa!;
• Ora!;
• Qual!.
Interjeições de socorro
• Socorro!;
• Aqui!;
• Piedade!;
• Ajuda!.
Interjeições de cumprimentos
• Olá!;
• Alô!;
• Ei!;
• Tchau!;
• Adeus!.
Interjeições de afastamento
• Rua!;
• Xô!;
• Fora!;
• Passa!.
Variações linguísticas
A língua não é regida por normas fixas e imutáveis, muito pelo contrário: assim como a sociedade é totalmente mutável, a língua pode transformar-se através do tempo por causa de vários fatores vindos da própria sociedade. Se compararmos textos antigos com atuais, perceberemos grandes mudanças no estilo e nas expressões.
Com certeza você já percebeu que, mesmo dentro de um mesmo país, existem várias maneiras de se falar uma língua, no nosso caso, a Língua Portuguesa. As pessoas se comunicam de formas diferentes e múltiplos fatores devem ser considerados, tais como a época, a região geográfica, a idade, o ambiente e o status sociocultural dos falantes. Nós costumamos adequar o nosso modo de falar ao ambiente e ao nosso interlocutor e não falamos da mesma forma que escrevemos.
As diferentes variações linguísticas
Variações diafásicas
São as variações que se dão em função do contexto comunicativo, isto é, a ocasião determina o modo como falaremos com o nosso interlocutor, podendo ser formal ou informal.
Variações históricas
Como já foi dito, a língua é dinâmica e sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo de variação histórica é a questão da ortografia: a palavra “farmácia” já foi escrita com “ph” (pharmácia). A palavra “você”, que tem origem etimológica na expressão de tratamento de deferência “vossa mercê” e que se transformou sucessivamente em “vossemecê”, “vosmecê”, “vancê”, até chegar na que utilizamos hoje que é, muitas vezes (principalmente na Internet), abreviado para “vc”.
Variações diatópicas
Representam as variações que ocorrem pelas diferenças regionais. As variações regionais, denominados dialetos, são as variações referentes a diferentes regiões geográficas, de acordo com a cultura local. Um exemplo deste tipo de variação é a palavra “mandioca” que, em certos lugares, recebe outras denominações, como “macaxeira” e “aipim”. Nesta modalidade também estão os sotaques, ligados às marcas orais da linguagem.
Variações diastráticas
São as variações ocorridas em razão da convivência entre os grupos sociais. As gírias, os jargões e o linguajar caipira são exemplos desta modalidade de variação linguística. É uma variação social e pertence a um grupo específico de pessoas. As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os policiais, cantores de rap, surfistas, estudantes, jornalistas, entre outros.
Já os jargões estão relacionados com as áreas profissionais, caracterizando um linguajar técnico. Como exemplo, podemos citar os profissionais da Medicina, os advogados, os profissionais da Informática, dentre outros.
Sujeito: Simples, Composto, Oculto e Indeterminado
Antes de entrarmos especificamente, é preciso esclarecer o significado de oração (porque essa palavra vai aparecer muitas vezes!). A oração é um enunciado linguístico que se estrutura em torno de um verbo, que também pode ser uma locução verbal. Em geral, ela é composta por três elementos: sujeito, verbo e predicado.
O sujeito é o elemento sobre quem se diz alguma coisa. Ou seja, a oração vai trazer uma informação a respeito do seu sujeito. Essa informação pode ser uma ação que ele executou, como está se sentindo, o que está fazendo, uma ação que está recebendo e tantas outras alternativas.
Vamos ver alguns exemplos:
• Maria foi para a escola – o sujeito é “Maria”, porque a informação da frase é sobre ela, quem foi à escola foi Maria. • João está triste hoje – o sujeito é “João”, afinal, quem está triste hoje é ele.
• A menina resolveu sair com as amigas – o sujeito é “a menina”, porque a informação de sair com as amigas refere-se a ela.
Existe uma forma mais fácil e rápida para encontrar o sujeito da frase, sem precisar analisar sobre quem é a informação que está sendo colocada. É muito simples: identifique o verbo da oração e pergunte a ele!
• Mônica estudou literatura hoje.
Qual é o verbo? “Estudou”
A pergunta é: QUEM estudou?
Quem estudou foi a Mônica, portanto, ela é o sujeito.
• O carro do rapaz está sujo.
Qual é o verbo? “Está”
A pergunta é: QUEM está (sujo)?
Quem está (sujo) é o carro do rapaz, portanto ele é o sujeito.
Note que nem sempre o sujeito será uma única palavra e isso confunde muitos alunos. No segundo exemplo que acabamos de ver, a informação é sobre “o carro do rapaz”, veja que são quatro palavras e não há problema algum com isso.
Quando você perguntar para o verbo quem executou a ação ou está daquela forma indicada, o sujeito será toda a resposta que a oração oferece. É por isso que há um outro conceito: o núcleo do sujeito, ou seja, a sua palavra mais importante. Quando há apenas uma palavra, obviamente o sujeito e o seu núcleo vão coincidir, mas nem todos os casos são assim. Uma das orações que nós vimos anteriormente foi a seguinte: o carro do rapaz está sujo. Identificamos o sujeito como sendo “o carro do rapaz”. Dessas quatro palavras, a mais importante é “carro”, afinal, é ele quem está realmente sujo, portanto, é o núcleo.
Já no caso de: Mônica estudou literatura hoje. Tanto o sujeito quanto o núcleo correspondem à Mônica. Tipos de Sujeito
Existem quatro tipos distintos, que você verá agora com os seus respectivos exemplos:
• Simples
É aquele que possui apenas um núcleo em sua estruturação:
A menina saiu de casa – Sujeito: a menina/ núcleo: menina
Paris é uma cidade linda – Sujeito: Paris/ núcleo: Paris
Aquela casa grande e bonita é minha – Sujeito: aquela casa grande e bonita/ núcleo: casa
• Composto
É caracterizado por ter mais de um núcleo. Sim, isso é possível! Veja a seguir:
O rapaz e a moça vão se casar – Sujeito: o rapaz e a moça/ núcleo: rapaz | moça
Mamãe e papai foram até o supermercado – Sujeito: mamãe e papai/ núcleo: mamãe | papai Os meninos e as meninas precisam ir à escola – Sujeito: os meninos e as meninas/ núcleo: meninos | meninas. • Oculto, elíptico ou desinencial
Nessa situação, o sujeito não está presente diretamente, mas é possível reconhecê-lo por meio da terminação do verbo: Fui passear hoje – Sujeito: eu/ núcleo: eu. O verbo (fui) está conjugado na primeira pessoa do singular. Conversamos com os nossos professores – Sujeito: nós/ núcleo: nós. O verbo (conversamos) está conjugado na primeira pessoa do plural.
• Sujeito indeterminado
Ele está na frase, mas não é possível identificá-lo. Pode aparecer de duas formas:
O verbo é colocado na terceira pessoa do plural: Disseram que ele não está bem – quem disse? Não há como saber. O verbo fica na terceira pessoa do singular + partícula “se”: Estuda-se demais nesse curso – quem estuda? Não há essa informação.
Existe ainda o caso de oração sem sujeito, em três casos:
1. Verbo haver no sentido de existir ou tempo: há muita comida aqui/ há dois anos não o vejo. 2. Fenômeno da natureza: choveu ontem.
3. Quando há verbo fazer, ser ou estar no sentido de tempo e clima: faz um mês que ele foi/ está muito frio.
Posições dos sujeitos nas orações
O sujeito pode ocupar diferentes posições no interior das orações, aparecendo antes, após ou no interior do predicado. O sujeito pode preceder, suceder ou aparecer no interior do predicado
Como sabemos, o sujeito e o predicado são os termos essenciais da oração. O sujeito é aquele que realiza ou recebe a ação, e o predicado comporta o verbo, informando a ação realizada ou recebida pelo sujeito.
Na oração “As avenidas estão cheias de poeira tóxica”, temos o sujeito (as avenidas) e o predicado (estão cheias de poeiras tóxicas). A posição do sujeito nessa oração é anterior ao predicado, por isso, é chamada de ordem direta. Entretanto, é possível observarmos que os sujeitos podem ocupar outras duas posições nas orações. Vejamos cada uma delas:
• Ordem direta
Quando o sujeito aparece antes do predicado. - Exemplo: As galinhas ciscavam despreocupadas. Sujeito - Predicado
• Ordem inversa
Quando o sujeito aparece depois do predicado. - Exemplo: Ciscavam despreocupadas as galinhas. Predicado - Sujeito
• Sujeito no interior do predicado
Quando o sujeito aparece entre o predicado. - Exemplo: Despreocupadas, as galinhas ciscavam. Predicado – Sujeito – Predicado
Concordância verbal – Os casos de sujeito simples
A concordância verbal apresenta regras específicas que devem ser analisadas. Uma delas incide sobre a concordância nos casos de sujeito simples.
• A concordância verbal dos sujeitos simples é um importante fator para uma competente construção textual • A concordância verbal é uma das particularidades pertinentes à gramática passíveis de questionamentos, em função de determinadas regras específicas.
- Expressões partitivas – Quando o sujeito forma-se por uma expressão partitiva (parte de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de), seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou pode ser flexionado. - Ex: A maioria dos alunos obteve/obtiveram boa nota.
- Quantidade aproximada – Quando o sujeito se caracteriza por expressões que indicam quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de), seguidas de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. -Ex: Cerca de mil candidatos fizeram a prova do Enem. / Mais de um atleta participou da competição.
- Nomes próprios – A concordância deverá ocorrer levando em consideração a ausência ou a presença do artigo. Sem ele, o verbo permanece no singular; com ele, fica no plural.
- Ex: Goiás é um estado acolhedor. / Os Estados Unidos ainda determinam o fluxo da economia mundial.
- Pronome interrogativo ou indefinido plural – Quando o sujeito compuser-se de um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, quaisquer), seguido de “nós” ou de “vós”, o verbo pode concordar com o primeiro pronome ou com o pronome pessoal. - Ex: Vários de nós reivindicaram / reivindicamos nossos direitos.
- Pronome relativo que – a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente do pronome. Fui eu que trouxe o presente.
Fomos nós que fizemos a oferta.
- Com a expressão “um dos que” – O verbo permanece no plural. - Ex: Carlos foi um dos alunos que mais se destacaram durante o ano.
- Pronome relativo quem – Pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular ou poderá haver concordância com o antecedente do pronome.
Ex: Fui eu quem realizou a pesquisa. / Fomos nós quem organizamos o evento.
Sujeito: Simples, Composto, Oculto e Indeterminado
Antes de entrarmos especificamente, é preciso esclarecer o significado de oração (porque essa palavra vai aparecer muitas vezes!). A oração é um enunciado linguístico que se estrutura em torno de um verbo, que também pode ser uma locução verbal. Em geral, ela é composta por três elementos: sujeito, verbo e predicado.
O sujeito é o elemento sobre quem se diz alguma coisa. Ou seja, a oração vai trazer uma informação a respeito do seu sujeito. Essa informação pode ser uma ação que ele executou, como está se sentindo, o que está fazendo, uma ação que está recebendo e tantas outras alternativas.
Vamos ver alguns exemplos:
• Maria foi para a escola – o sujeito é “Maria”, porque a informação da frase é sobre ela, quem foi à escola foi Maria. • João está triste hoje – o sujeito é “João”, afinal, quem está triste hoje é ele.
• A menina resolveu sair com as amigas – o sujeito é “a menina”, porque a informação de sair com as amigas refere-se a ela.
Existe uma forma mais fácil e rápida para encontrar o sujeito da frase, sem precisar analisar sobre quem é a informação que está sendo colocada. É muito simples: identifique o verbo da oração e pergunte a ele!
• Mônica estudou literatura hoje.
Qual é o verbo? “Estudou”
A pergunta é: QUEM estudou?
Quem estudou foi a Mônica, portanto, ela é o sujeito.
• O carro do rapaz está sujo.
Qual é o verbo? “Está”
A pergunta é: QUEM está (sujo)?
Quem está (sujo) é o carro do rapaz, portanto ele é o sujeito.
Note que nem sempre o sujeito será uma única palavra e isso confunde muitos alunos. No segundo exemplo que acabamos de ver, a informação é sobre “o carro do rapaz”, veja que são quatro palavras e não há problema algum com isso.
Quando você perguntar para o verbo quem executou a ação ou está daquela forma indicada, o sujeito será toda a resposta que a oração oferece. É por isso que há um outro conceito: o núcleo do sujeito, ou seja, a sua palavra mais importante. Quando há apenas uma palavra, obviamente o sujeito e o seu núcleo vão coincidir, mas nem todos os casos são assim. Uma das orações que nós vimos anteriormente foi a seguinte: o carro do rapaz está sujo. Identificamos o sujeito como sendo “o carro do rapaz”. Dessas quatro palavras, a mais importante é “carro”, afinal, é ele quem está realmente sujo, portanto, é o núcleo.
Já no caso de: Mônica estudou literatura hoje. Tanto o sujeito quanto o núcleo correspondem à Mônica. Tipos de Sujeito
Existem quatro tipos distintos, que você verá agora com os seus respectivos exemplos:
• Simples
É aquele que possui apenas um núcleo em sua estruturação:
A menina saiu de casa – Sujeito: a menina/ núcleo: menina
Paris é uma cidade linda – Sujeito: Paris/ núcleo: Paris
Aquela casa grande e bonita é minha – Sujeito: aquela casa grande e bonita/ núcleo: casa
• Composto
É caracterizado por ter mais de um núcleo. Sim, isso é possível! Veja a seguir:
O rapaz e a moça vão se casar – Sujeito: o rapaz e a moça/ núcleo: rapaz | moça
Mamãe e papai foram até o supermercado – Sujeito: mamãe e papai/ núcleo: mamãe | papai Os meninos e as meninas precisam ir à escola – Sujeito: os meninos e as meninas/ núcleo: meninos | meninas. • Oculto, elíptico ou desinencial
Nessa situação, o sujeito não está presente diretamente, mas é possível reconhecê-lo por meio da terminação do verbo: Fui passear hoje – Sujeito: eu/ núcleo: eu. O verbo (fui) está conjugado na primeira pessoa do singular. Conversamos com os nossos professores – Sujeito: nós/ núcleo: nós. O verbo (conversamos) está conjugado na primeira pessoa do plural.
• Sujeito indeterminado
Ele está na frase, mas não é possível identificá-lo. Pode aparecer de duas formas:
O verbo é colocado na terceira pessoa do plural: Disseram que ele não está bem – quem disse? Não há como saber. O verbo fica na terceira pessoa do singular + partícula “se”: Estuda-se demais nesse curso – quem estuda? Não há essa informação.
Existe ainda o caso de oração sem sujeito, em três casos:
1. Verbo haver no sentido de existir ou tempo: há muita comida aqui/ há dois anos não o vejo. 2. Fenômeno da natureza: choveu ontem.
3. Quando há verbo fazer, ser ou estar no sentido de tempo e clima: faz um mês que ele foi/ está muito frio.
Posições dos sujeitos nas orações
O sujeito pode ocupar diferentes posições no interior das orações, aparecendo antes, após ou no interior do predicado. O sujeito pode preceder, suceder ou aparecer no interior do predicado
Como sabemos, o sujeito e o predicado são os termos essenciais da oração. O sujeito é aquele que realiza ou recebe a ação, e o predicado comporta o verbo, informando a ação realizada ou recebida pelo sujeito.
Na oração “As avenidas estão cheias de poeira tóxica”, temos o sujeito (as avenidas) e o predicado (estão cheias de poeiras tóxicas). A posição do sujeito nessa oração é anterior ao predicado, por isso, é chamada de ordem direta. Entretanto, é possível observarmos que os sujeitos podem ocupar outras duas posições nas orações. Vejamos cada uma delas:
• Ordem direta
Quando o sujeito aparece antes do predicado. - Exemplo: As galinhas ciscavam despreocupadas. Sujeito - Predicado
• Ordem inversa
Quando o sujeito aparece depois do predicado. - Exemplo: Ciscavam despreocupadas as galinhas. Predicado - Sujeito
• Sujeito no interior do predicado
Quando o sujeito aparece entre o predicado. - Exemplo: Despreocupadas, as galinhas ciscavam. Predicado – Sujeito – Predicado
Concordância verbal – Os casos de sujeito simples
A concordância verbal apresenta regras específicas que devem ser analisadas. Uma delas incide sobre a concordância nos casos de sujeito simples.
• A concordância verbal dos sujeitos simples é um importante fator para uma competente construção textual • A concordância verbal é uma das particularidades pertinentes à gramática passíveis de questionamentos, em função de determinadas regras específicas.
- Expressões partitivas – Quando o sujeito forma-se por uma expressão partitiva (parte de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de), seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou pode ser flexionado. - Ex: A maioria dos alunos obteve/obtiveram boa nota.
- Quantidade aproximada – Quando o sujeito se caracteriza por expressões que indicam quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de), seguidas de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. -Ex: Cerca de mil candidatos fizeram a prova do Enem. / Mais de um atleta participou da competição.
- Nomes próprios – A concordância deverá ocorrer levando em consideração a ausência ou a presença do artigo. Sem ele, o verbo permanece no singular; com ele, fica no plural.
- Ex: Goiás é um estado acolhedor. / Os Estados Unidos ainda determinam o fluxo da economia mundial.
- Pronome interrogativo ou indefinido plural – Quando o sujeito compuser-se de um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, quaisquer), seguido de “nós” ou de “vós”, o verbo pode concordar com o primeiro pronome ou com o pronome pessoal. - Ex: Vários de nós reivindicaram / reivindicamos nossos direitos.
- Pronome relativo que – a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente do pronome. Fui eu que trouxe o presente.
Fomos nós que fizemos a oferta.
- Com a expressão “um dos que” – O verbo permanece no plural. - Ex: Carlos foi um dos alunos que mais se destacaram durante o ano.
- Pronome relativo quem – Pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular ou poderá haver concordância com o antecedente do pronome.
Ex: Fui eu quem realizou a pesquisa. / Fomos nós quem organizamos o evento.
Sujeito: Simples, Composto, Oculto e Indeterminado
Antes de entrarmos especificamente, é preciso esclarecer o significado de oração (porque essa palavra vai aparecer muitas vezes!). A oração é um enunciado linguístico que se estrutura em torno de um verbo, que também pode ser uma locução verbal. Em geral, ela é composta por três elementos: sujeito, verbo e predicado.
O sujeito é o elemento sobre quem se diz alguma coisa. Ou seja, a oração vai trazer uma informação a respeito do seu sujeito. Essa informação pode ser uma ação que ele executou, como está se sentindo, o que está fazendo, uma ação que está recebendo e tantas outras alternativas.
Vamos ver alguns exemplos:
• Maria foi para a escola – o sujeito é “Maria”, porque a informação da frase é sobre ela, quem foi à escola foi Maria. • João está triste hoje – o sujeito é “João”, afinal, quem está triste hoje é ele.
• A menina resolveu sair com as amigas – o sujeito é “a menina”, porque a informação de sair com as amigas refere-se a ela.
Existe uma forma mais fácil e rápida para encontrar o sujeito da frase, sem precisar analisar sobre quem é a informação que está sendo colocada. É muito simples: identifique o verbo da oração e pergunte a ele!
• Mônica estudou literatura hoje.
Qual é o verbo? “Estudou”
A pergunta é: QUEM estudou?
Quem estudou foi a Mônica, portanto, ela é o sujeito.
• O carro do rapaz está sujo.
Qual é o verbo? “Está”
A pergunta é: QUEM está (sujo)?
Quem está (sujo) é o carro do rapaz, portanto ele é o sujeito.
Note que nem sempre o sujeito será uma única palavra e isso confunde muitos alunos. No segundo exemplo que acabamos de ver, a informação é sobre “o carro do rapaz”, veja que são quatro palavras e não há problema algum com isso.
Quando você perguntar para o verbo quem executou a ação ou está daquela forma indicada, o sujeito será toda a resposta que a oração oferece. É por isso que há um outro conceito: o núcleo do sujeito, ou seja, a sua palavra mais importante. Quando há apenas uma palavra, obviamente o sujeito e o seu núcleo vão coincidir, mas nem todos os casos são assim. Uma das orações que nós vimos anteriormente foi a seguinte: o carro do rapaz está sujo. Identificamos o sujeito como sendo “o carro do rapaz”. Dessas quatro palavras, a mais importante é “carro”, afinal, é ele quem está realmente sujo, portanto, é o núcleo.
Já no caso de: Mônica estudou literatura hoje. Tanto o sujeito quanto o núcleo correspondem à Mônica. Tipos de Sujeito
Existem quatro tipos distintos, que você verá agora com os seus respectivos exemplos:
• Simples
É aquele que possui apenas um núcleo em sua estruturação:
A menina saiu de casa – Sujeito: a menina/ núcleo: menina
Paris é uma cidade linda – Sujeito: Paris/ núcleo: Paris
Aquela casa grande e bonita é minha – Sujeito: aquela casa grande e bonita/ núcleo: casa
• Composto
É caracterizado por ter mais de um núcleo. Sim, isso é possível! Veja a seguir:
O rapaz e a moça vão se casar – Sujeito: o rapaz e a moça/ núcleo: rapaz | moça
Mamãe e papai foram até o supermercado – Sujeito: mamãe e papai/ núcleo: mamãe | papai Os meninos e as meninas precisam ir à escola – Sujeito: os meninos e as meninas/ núcleo: meninos | meninas. • Oculto, elíptico ou desinencial
Nessa situação, o sujeito não está presente diretamente, mas é possível reconhecê-lo por meio da terminação do verbo: Fui passear hoje – Sujeito: eu/ núcleo: eu. O verbo (fui) está conjugado na primeira pessoa do singular. Conversamos com os nossos professores – Sujeito: nós/ núcleo: nós. O verbo (conversamos) está conjugado na primeira pessoa do plural.
• Sujeito indeterminado
Ele está na frase, mas não é possível identificá-lo. Pode aparecer de duas formas:
O verbo é colocado na terceira pessoa do plural: Disseram que ele não está bem – quem disse? Não há como saber. O verbo fica na terceira pessoa do singular + partícula “se”: Estuda-se demais nesse curso – quem estuda? Não há essa informação.
Existe ainda o caso de oração sem sujeito, em três casos:
1. Verbo haver no sentido de existir ou tempo: há muita comida aqui/ há dois anos não o vejo. 2. Fenômeno da natureza: choveu ontem.
3. Quando há verbo fazer, ser ou estar no sentido de tempo e clima: faz um mês que ele foi/ está muito frio.
Posições dos sujeitos nas orações
O sujeito pode ocupar diferentes posições no interior das orações, aparecendo antes, após ou no interior do predicado. O sujeito pode preceder, suceder ou aparecer no interior do predicado
Como sabemos, o sujeito e o predicado são os termos essenciais da oração. O sujeito é aquele que realiza ou recebe a ação, e o predicado comporta o verbo, informando a ação realizada ou recebida pelo sujeito.
Na oração “As avenidas estão cheias de poeira tóxica”, temos o sujeito (as avenidas) e o predicado (estão cheias de poeiras tóxicas). A posição do sujeito nessa oração é anterior ao predicado, por isso, é chamada de ordem direta. Entretanto, é possível observarmos que os sujeitos podem ocupar outras duas posições nas orações. Vejamos cada uma delas:
• Ordem direta
Quando o sujeito aparece antes do predicado. - Exemplo: As galinhas ciscavam despreocupadas. Sujeito - Predicado
• Ordem inversa
Quando o sujeito aparece depois do predicado. - Exemplo: Ciscavam despreocupadas as galinhas. Predicado - Sujeito
• Sujeito no interior do predicado
Quando o sujeito aparece entre o predicado. - Exemplo: Despreocupadas, as galinhas ciscavam. Predicado – Sujeito – Predicado
Concordância verbal – Os casos de sujeito simples
A concordância verbal apresenta regras específicas que devem ser analisadas. Uma delas incide sobre a concordância nos casos de sujeito simples.
• A concordância verbal dos sujeitos simples é um importante fator para uma competente construção textual • A concordância verbal é uma das particularidades pertinentes à gramática passíveis de questionamentos, em função de determinadas regras específicas.
- Expressões partitivas – Quando o sujeito forma-se por uma expressão partitiva (parte de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de), seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou pode ser flexionado. - Ex: A maioria dos alunos obteve/obtiveram boa nota.
- Quantidade aproximada – Quando o sujeito se caracteriza por expressões que indicam quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de), seguidas de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. -Ex: Cerca de mil candidatos fizeram a prova do Enem. / Mais de um atleta participou da competição.
- Nomes próprios – A concordância deverá ocorrer levando em consideração a ausência ou a presença do artigo. Sem ele, o verbo permanece no singular; com ele, fica no plural.
- Ex: Goiás é um estado acolhedor. / Os Estados Unidos ainda determinam o fluxo da economia mundial.
- Pronome interrogativo ou indefinido plural – Quando o sujeito compuser-se de um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, quaisquer), seguido de “nós” ou de “vós”, o verbo pode concordar com o primeiro pronome ou com o pronome pessoal. - Ex: Vários de nós reivindicaram / reivindicamos nossos direitos.
- Pronome relativo que – a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente do pronome. Fui eu que trouxe o presente.
Fomos nós que fizemos a oferta.
- Com a expressão “um dos que” – O verbo permanece no plural. - Ex: Carlos foi um dos alunos que mais se destacaram durante o ano.
- Pronome relativo quem – Pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular ou poderá haver concordância com o antecedente do pronome.
Ex: Fui eu quem realizou a pesquisa. / Fomos nós quem organizamos o evento.
Predicativo do sujeito
O predicativo do sujeito é o termo da oração que complementa e caracteriza o sujeito, atribuindo-lhe uma qualidade. Aparece apenas com o predicado nominal, junto a um verbo de ligação.
Exemplos de predicativo do sujeito:
∙ Eu estou feliz.
∙ Minha avó anda cansada.
∙ Nós somos só duas.
∙ Meu caderno é este.
Os verbos de ligação, também chamados de verbos não nocionais ou copulativos, ligam uma característica ao sujeito, indicando um estado. Não indicam uma ação realizada.
Exemplos de verbos de ligação: ser, estar, parecer, ficar, tornar-se, continuar, andar, permanecer,... Como identificar o predicativo do sujeito?
A função de predicativo do sujeito pode ser desempenhada por:
Um adjetivo ou uma locução adjetiva:
∙ Mariana parece ansiosa.
∙ O pesadelo foi de assustar.
Um substantivo:
∙ Roer as unhas é uma mania.
∙ Milena foi o motivo da briga.
Um pronome:
∙ A responsável é ela.
∙ Meu carro é aquele.
Um numeral:
∙ Somos vinte e quatro para almoçar.
∙ Eles eram só três.
Uma oração substantiva predicativa:
∙ O bom é que ela sempre foi bem comportada.
∙ A dúvida era se seriam necessários mais ajudantes.
Não confundir!
Além do predicativo do sujeito, existe também o predicativo do objeto.
Predicativo do sujeito
O predicativo do sujeito é o termo da oração que complementa e caracteriza o sujeito, atribuindo-lhe uma qualidade. Aparece apenas com o predicado nominal, juntamente com um verbo de ligação.
Exemplos de predicativo do sujeito:
∙ Eu estou feliz.
∙ Minha avó anda cansada.
∙ Nós somos só duas.
∙ Meu caderno é este.
Os verbos de ligação, também chamados de verbos não nocionais ou copulativos, ligam uma característica ao sujeito, indicando um estado. Não indicam uma ação realizada.
Exemplos de verbos de ligação: ser, estar, parecer, ficar, tornar-se, virar, aclamar, continuar, andar, permanecer,...
Como identificar o predicativo do sujeito?
A função de predicativo do sujeito pode ser desempenhada por:
Um adjetivo ou uma locução adjetiva:
∙ Mariana parece ansiosa.
∙ O pesadelo foi de assustar.
Um substantivo:
∙ Roer as unhas é uma mania.
∙ Milena foi o motivo da briga.
Um pronome:
∙ A responsável é ela.
∙ Meu carro é aquele.
Um numeral:
∙ Somos vinte e quatro para almoçar.
∙ Eles eram só três.
Uma oração substantiva predicativa:
∙ O bom é que ela sempre foi bem comportada.
∙ A dúvida era se seriam necessários mais ajudantes.
Não confundir!
Além do predicativo do sujeito, existe também o predicativo do objeto.
Predicativo do objeto
O predicativo do objeto é o termo da oração que complementa e caracteriza, principalmente, o objeto direto, atribuindo-lhe uma qualidade. Embora mais raro, pode caracterizar também o objeto indireto.
O predicativo do objeto aparece apenas em predicados verbo-nominais.
Exemplos de predicativo do objeto direto:
∙ Nós consideramos esta funcionária dispensável.
∙ Ontem vi minha vizinha muito preocupada.
Exemplos de predicativo do objeto indireto:
∙ Eu chamei-lhe de falsa.
∙ Os alunos chamaram-lhe incompetente.
EXEMPLO PRINCIPAL: verbo CONSIDERAR
Como identificar o predicativo do objeto?
A função de predicativo do objeto pode ser
desempenhada:
Por um adjetivo ou uma locução adjetiva:
∙ Ele a viu sorridente.
∙ Todos acusaram-no de desmotivado.
Por um substantivo:
∙ A direção elegeu-o presidente.
∙ Todos chamam-lhe mãe.
Identifique e Classifique o Predicativo nas orações abaixo: PS (PREDICATIVO SUJEITO) E PO(PREDICATIVO OBJETO)
O1. O menino estava ansioso.
O2. Os alunos são inteligentes.
O3. A bandeira é o símbolo da pátria.
04. Raros são os verdadeiros líderes.
05. O trem chegou atrasado.
06. E até embriagado o vi muitas vezes.
07. Eles devem ser irmãos.
08. Meu tio anda sempre doente.
09. Aquele homem é um guarda-noturno.
10. O cosmonauta foi aclamado como herói.
11. Estavam roxos os olhos da criança.
12. A atriz permaneceu sentada e parecia abatida.
13. O dono da loja nomeou a funcionária gerente.
14. O povo elegeu-o deputado.
15. O gato de porcelana virou um monte de caco.
16. Os alunos desconfiados deixaram o colégio.
17. A vida é um eterno recomeçar.
18. Marta entrou séria.
19. O soldado foi julgado incapaz.
20. A falta de perspectivas deixa o povo desesperado.
21. Marciano marchava tenso.
22. Os indicadores da pesquisa não são animadores.
23. A Ministra considerou baixa a inflação. 24. São horríveis essas coisas.
25. O atleta virou herói nacional.
26. Quem são esses homens?
27. Consideram irrisório o salário.
28. Ando desconfiado, esse homem parece um espião. 29. Os policiais pediam calma absoluta.
30. O crespúsculo vai ficando mais palido. 31. Consideram-no um sonhador.
32. José chegou cansado.
33. Sílvio e Gabriela passeiam felizes.
34. Fumar é um vício.
35. Joana comprou flores perfumadas.
36. Os alunos sairam da prova confiantes. 37. Considero inexecutável o projeto exposto. 38. As águas podiam estar poluídas.
39. Os adultos consideram as crianças sapecas. 40. Elegeram Marcos representante da classe. 41. O empresário nomeou gerente o irmão. 42. Os alunos estudaram atentos para o concurso..
Tipos de sintagmas
a) Sintagma nominal: tem como núcleo o substantivo e exerce a função de núcleo do sujeito, do objeto direto, do objeto indireto, do predicativo do sujeito, do predicativo do objeto, do complemento nominal, do adjunto adnominal, do adjunto adverbial, do agente da passiva, do aposto e do vocativo.
Exemplos:
b) Sintagma verbal: tem como núcleo um verbo e é o núcleo do predicado verbal.
Exemplo:
Choveu a noite toda.
Ele chegou na hora marcada.
c) Sintagma adjetival – tem como núcleo um adjetivo e pode ser núcleo do adjunto adnominal, do predicativo do sujeito e do predicativo do objeto. Exemplos:
d) Sintagma adverbial – tem como núcleo um advérbio e é núcleo do adjunto adverbial.
Exemplos:
Maria resolveu assistir ao filme em casa.
Só viajaremos depois de amanhã.
Os alunos certamente estudarão para a prova.
e) Sintagma preposicional – tem como núcleo uma preposição.
Exemplo:
Leia para aprender mais.
Eles passaram pela cidade.
Veja como ficaria uma análise sintagmática:
Pedro acompanhava silenciosamente a reunião daquela empresa.
∙ Pedro = sintagma nominal
∙ acompanhava = sintagma verbal
∙ silenciosamente = sintagma adverbial
∙ reunião = sintagma nominal
∙ daquela empresa= sintagma preposicional
================================================================================================================
O termo “sintagma” designa uma sequência hierarquizada de elementos linguísticos, que compõem uma unidade na sentença. Vale destacar que, em função do tipo de unidade que os constitui, os sintagmas denominam-se:
Sintagma Nominal
Aquela competente professora explica pacientemente variados conceitos.
É importante elucidar que a sentença acima se compõe de duas unidades maiores, a saber:
∙ Sujeito: Aquela competente professora
∙ Predicado: explica pacientemente variados conceitos.
O sujeito apresenta três palavras:
∙ “aquela” - pronome demonstrativo que o determina [chamado de DET];
∙ “competente” – adjetivo que o qualifica [chamado de “qualificador” (QUA) ou de Modificador (MOD)];
∙ “professora” - o seu núcleo (palavra principal), representada pelo nome (N) [substantivo].
Vale enfatizar que toda unidade, cujo núcleo é um nome (um substantivo), é intitulada “Sintagma Nominal”. Nesse contexto, há dois sintagmas nominais na sentença analisada:
∙ SN¹: Aquela competente professora
∙ SN²: variados conceitos. (presente no predicado - núcleo “conceitos”).
Sintagma Verbal
(toma-se como exemplo a sentença anterior)
O Sintagma Verbal (SV) compõe o predicado:
“explica pacientemente variados conceitos.”
O núcleo do predicado é o verbo (V) significativo “explica”, cuja ideia é modificada (MOD) pelo advérbio de modo “pacientemente”. Cabe frisar que o sintagma verbal pode ter o significado complementado por sintagma nominal: “variados conceitos”.
Uma visualização mais precisa dos constituintes de uma sentença, por ser feita pela construção de uma árvore sintática, cujos “galhos” indicam a hierarquia instaurada entre os referidos constituintes:
É pertinente endossar que a estrutura da árvore precisa ser binária, isto é, apresentar dois “galhos” que devem se repetir até o nível mais baixo, no qual se encontra cada palavra. O topo é representado pela sentença (S), que inicialmente é dividida em SN e SV. É cabível explicar que determinados estudiosos concebem os adjetivos, constituintes dos sintagmas nominais, como qualificadores (QUA), ao passo que outros, os definem, juntamente com os advérbios, como modificadores (MOD) dos sintagmas nominais e verbais respectivamente. Cabe esclarecer que, para uma abordagem mais clara do tema, o presente artigo adotou “QUA” para se referir aos adjetivos (cuja função é qualificar) e “MOD” para se remeter ao advérbio, que tem a finalidade de modificar o sentido de um verbo, ao indicar a circunstância em que ocorreu a ação.
Há também o chamado “sintagma preposicionado” (SP), cuja introdução é feita por uma preposição. Observe: Luzia escreveu um livro de receitas.
Examine que quatro sintagmas integram a sentença acima:
∙ SN¹ - “Luzia”
∙ SV - “escreveu”
∙ SN ² - divide-se em dois sintagmas: o primeiro (“um livro”) e o segundo (“de receitas”).
Note que “de receitas” é um sintagma preposicionado, visto que é precedido da preposição “de”.
Vale elucidar que os “determinantes” (DET), como o próprio nome sugere, determinam o nome (especificando-o ou não), por meio de pronomes (conforme explicação anterior), mas também, por intermédio de numerais ou artigos:
Nós não vamos dar uma festa de fim de ano, nós vamos dar a festa.
Note o quanto determinação do nome precisa ser feita com cuidado, uma vez que pode gerar diferenciados efeitos de sentido, dependendo do tipo de artigo escolhido. Perceba que se fosse dito “vamos dar uma festa”, o artigo indefinido em destaque sugeriria que se trataria de uma festa como outra qualquer. No entanto, quando se corrige, afirmando “nós vamos dar a festa”, o artigo definido revela que se trata de uma festa especial, inigualável. Em suma, a construção dos sintagmas, que integrarão as sentenças, deve ser feita com adequação, de modo que os objetivos comunicativos sejam alcançados.
Funções da linguagem
O estudo das funções da linguagem depende de seus fatores principais. Destacamos cada um deles em particular:
*emissor – quem fala ou transmite uma mensagem a alguém
*receptor – (ou interlocutor) – quem recebe a mensagem
*mensagem – a informação ou o texto transmitido pelo emissor
*código – o sistema de sinais que permite a compreensão da mensagem
*referente – o contexto ou o assunto da mensagem
Partindo desses elementos, o linguista russo Roman Jakobson elaborou seus estudos acerca das funções da linguagem para a análise e produção de textos. Em todo processo de comunicação, a linguagem é expressa de acordo com a função que se deseja enfatizar. No momento em que se estabelece uma comunicação verbal, um dos elementos apresentados acima prevalece e determina uma das funções.
Podemos esquematizá-las da seguinte forma:
EMOTIVA
Na função emotiva (ou expressiva), enfatiza-se a linguagem do emissor que expressa sentimentos, emoções, avaliações centradas no ”eu” do seu mundo interior. Predomina nas cartas pessoais, na poesia confessional, nas resenhas críticas ou nas canções sentimentais, assim prevalece o uso da 1ª pessoa.
Temos como exemplo o seguinte poema de Fernando Pessoa:
O que penso eu do mundo? / Sei lá o que penso do mundo! / Se eu adoecesse pensaria nisso. Que ideia tenho eu das cousas? / Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma / E sobre a criação do mundo? [...]
APELATIVA (OU CONATIVA)
O objetivo da transmissão da mensagem é persuadir ou convencer o receptor. Os textos publicitários
apresentam essa finalidade: influenciar o comportamento do leitor, envolvê-lo com uma mensagem persuasiva. Normalmente, empregam-se verbos no Modo Imperativo,como pronomes e verbos na 2ª ou 3ª pessoas. Temos, como exemplo, trechos da música de Raul Seixas:
Não diga que a canção está perdida / tenha fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez
Queira / Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo [...]
POÉTICA
Quando a mensagem é elaborada de forma inovadora, utilizando combinações sonoras ou rítmicas, jogos de imagem ou de ideias. Desenvolve o sentido conotativo das palavras. Predomina na poesia, mas pode ser encontrada em determinadas formas jornalísticas.
Por exemplo:
Serenata sintética – Cassiano Ricardo
Rua torta
Lua morta
Tua porta
∙ FÁTICA (OU DE CONTATO)
A intenção é iniciar um contato através de cumprimentos com uma abordagem coloquial - objetiva e rápida. Em textos escritos, têm muita importância os recursos gráficos.
Como exemplo, podemos citar a música de Paulinho da Viola: “Sinal fechado”:
Olá, como vai? / eu vou indo, e você, tudo bem? Tudo bem, eu vou indo, correndo / pegar meu lugar no futuro. E você? [...]
∙ METALINGUÍSTICA
Tem como fator essencial o código. São vários os exemplos como verbetes dos dicionários, um poema que fala sobre o poeta e a poesia ou definições. O poema de João Cabral de Melo Neto é um exemplo que revela as concepções do autor sobre o ato de escrever.
Catar feijão
Catar feijão se limita com escrever:
Jogam-se os grãos na água do alguidar
E as palavras na folha de papel:
E depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel, água congelada, por chumbo seu verbo:
Pois para catar esse feijão, soprar nele,
E jogar fora o leve e oco, palha e eco [...]
∙ REFERENCIAL
Destaca-se, na função referencial (ou denotativa), o referente, ou seja, o objeto da mensagem. A intenção do emissor é transmitir informações objetivas sobre o referente. No texto jornalístico transcrito abaixo, o emissor transmite sua mensagem ao receptor informando-lhe sobre lixo e consumo.
Meio ambiente e ecologia são assuntos normalmente incômodos, pois colocam em evidência a difícil relação entre a sociedade de consumo e a natureza. Com o culto ao novo , ao tecnológico, produtos que poderiam durar anos passam a ser descartados em tempos curtíssimos e de modo irregular, acelerando a geração de lixo [...] (adaptado: O Globo, 2013)
EXERCÍCIOS - FUNÇÕES DA LINGUAGEM
GABARITO: 1D - 2A - 3A - 4D - 5A - 6B - 7E - 8B
Exercícios sobre funções de linguagem
Questões:
01. Reconheça nos textos a seguir, as funções da linguagem:
a) "O risco maior que as instituições republicanas hoje correm não é o de se romperem, ou serem rompidas, mas o de não funcionarem e de desmoralizarem de vez, paralisadas pela sem-vergonhice, pelo hábito covarde de acomodação e da complacência. Diante do povo, diante do mundo e diante de nós mesmos, o que é preciso agora é fazer funcionar corajosamente as instituições para lhes devolver a credibilidade desgastada. O que é preciso (e já não há como voltar atrás sem avacalhar e emporcalhar ainda mais o conceito que o Brasil faz de si mesmo) é apurar tudo o que houver a ser apurado, doa a quem doer." (O Estado de São Paulo)
b) O verbo infinitivo
Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então ouvir
E então sorrir para poder chorar.
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito... (Vinícius de Morais)
c) "Para fins de linguagem a humanidade se serve, desde os tempos pré históricos, de sons a que se dá o nome genérico de voz, determinados pela corrente de ar expelida dos pulmões no fenômeno vital da respiração, quando, de uma ou outra maneira, é modificada no seu trajeto até a parte exterior da boca." (Matoso Câmara Jr.)
d) " - Que coisa, né?
- É. Puxa vida!
- Ora, droga!
- Bolas!
- Que troço!
- Coisa de louco!
- É!"
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e) "Fique afinado com seu tempo. Mude para Col. Ultra Lights."
f) "Sentia um medo horrível e ao mesmo tempo desejava que um grito me anunciasse qualquer acontecimento extraordinário. Aquele silêncio, aqueles rumores comuns, espantavam-me. Seria tudo ilusão? Findei a tarefa, ergui-me, desci os degraus e fui espalhar no quintal os fios da gravata. Seria tudo ilusão?... Estava doente, ia piorar, e isto me alegrava. Deitar-me, dormir, o pensamento embaralhar-se longe daquelas porcarias. Senti uma sede horrível... Quis ver-me no espelho. Tive preguiça, fiquei pregado à janela, olhando as pernas dos transeuntes." (Graciliano Ramos)
g) " - Que quer dizer pitosga?
- Pitosga significa míope.
- E o que é míope?
- Míope é o que vê pouco."
02. No texto abaixo, identifique as funções da linguagem:
"Gastei trinta dias para ir do Rossio Grande ao coração de Marcela, não já cavalgando o corcel do cego desejo, mas o asno da paciência, a um tempo manhoso e teimoso. Que, em verdade, há dois meios de granjear a vontade
das mulheres: o violento, como o touro da Europa, e o insinuativo, como o cisne de Leda e a chuva de ouro de Dânae, três inventos do padre Zeus, que, por estarem fora de moda, aí ficam trocados no cavalo e no asno." (Machado de Assis)
03. Descubra, nos textos a seguir, as funções de linguagem:
a) "O homem letrado e a criança eletrônica não mais têm linguagem comum." (Rose-Marie Muraro)
b) "O discurso comporta duas partes, pois necessariamente importa indicar o assunto de que se trata, e em seguida a demonstração. (...) A primeira destas operações é a exposição; a segunda, a prova." (Aristóteles)
c) "Amigo Americano é um filme que conta a história de um casal que vive feliz com o seu filho até o dia
em que o marido suspeita estar sofrendo de câncer."
d) "Se um dia você for embora
Ria se teu coração pedir
Chore se teu coração mandar." (Danilo Caymmi & Ana Terra)
e) "Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem, eu vou indo em pegar um lugar no futuro e você? Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono tranqüilo..." (Paulinho da Viola)
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Texto para as questões 04 e 05
Poética
Que é poesia?
uma ilha
cercada
de palavras
por todos os lados
Que é um poeta?
um homem
que trabalha um poema
com o suor do seu rosto
Um homem
que tem fome
como qualquer outro
homem.
(Cassiano Ricardo)
04. Quais as funções da linguagem predominantes no poema anterior?
05. Aponte os elementos que integram o processo de comunicação em Poética, de Cassiano Ricardo.
06. Historinha I
Historinha II
Qual a função da linguagem comum às duas historinhas?
07. (CESUPA - CESAM - COPERVES) Segundo o lingüísta Roman Jakobson, "dificilmente lograríamos (...) encontrar mensagens verbais que preenchem
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uma única função... A estrutura verbal de uma mensagem depende basicamente da função predominante".
"Meu canto de morte
Guerreiros, ouvi.
Sou filho das selvas
Nas selvas cresci.
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante.
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, forte,
Sou filho do Norte
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi."
(Gonçalves Dias)
Indique a função predominante no fragmento acima transcrito, justificando a indicação.
08. (PUC - SP)
"Com esta história eu vou me sensibilizar, e bem sei que cada dia é um dia roubado da morte. Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida. As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais, estalactites, renda, música transfigurada de órgão. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica, mórbida e obscura tendo como contratom o baixo grosso da dor. Alegro com brio. Tentarei tirar ouro do carvão. Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras. É uma fotografia muda. Este livro é um silêncio. Este livro é uma pergunta." (Clarice Lispector)
A obra de Clarice Lispector, além de se apresentar introspectiva, marcada pela sondagem de fluxo de
consciência (monólogo interior), reflete, também, uma preocupação com a escritura do texto literário.
Observe o trecho em questão e aponte os elementos que comprovam tal preocupação.
09. (FATEC) O senão do livro
COMEÇO a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo
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sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica, vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem...
Este trecho revela o estilo de:
a) MANUEL ANTONIO DE ALMEIDA, ao usar uma linguagem apelativa, direcionada à reflexão
crítica da obra romântica.
b) GRACILIANO RAMOS, ao revelar a quebra da ordem cronológica da narrativa de suas obras,
como reflexo coerente da instabilidade psicológica e espacial de suas personagens.
c) MACHADO DE ASSIS, ao questionar o leitor quanto à linha lógica e impositiva do tempo velho da
obra literária e, ao mesmo tempo, conscientizá-lo de um novo modo de ler.
d) LIMA BARRETO, ao retratar o estilo incoerente de suas personagens em seus atos de loucura.
e) CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, ao especular o tempo e a qualidade de vida do homem
(leitor) em interação com o tempo da narrativa.
Resolução:
01. a) função referencial b) função poética c) funções referencial e metalingüística d) função fática e) função conativa f) função emotiva g) função metalingüística
02. Função emotiva
03. a) função referencial
b) função referencial
c) funções referencial e metalingüística
d) função poética
e) função fática
04. Funções poética e metalingüística.
05. Código, emissor e mensagem.
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06. Função metalingüística, último quadro de cada historinha. 07. Função emotiva - predominância de 1ª pessoa.
08. Nesse fragmento de Clarice Lispector, além da preocupação introspectiva em fisgar elementos interiores, profundos, beirando uma revelação epifânica transcendental, há também a preocupação constante com a própria escritura do texto literário, usando-se a função metalingüística.
A discussão ou abordagem da tessitura narrativa aparece em passagens como: "As palavras são sons transfundidos de sombras que se entrecruzam desiguais, estalactites, renda, música transfigurada de órgão. Mal ouso clamar palavras a essa rede vibrante e rica (...)", "Sei que estou adiando a história e que brinco de bola sem bola. O fato é um ato? Juro que este livro é feito sem palavras (...)" e "Eu não sou um intelectual, escrevo com o corpo. E o que escrevo é uma névoa úmida".
09. C
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FIGURAS DE LINGUAGEM - Revisão
Segundo Mauro Ferreira, a importância em reconhecer figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento, além de auxiliar a compreender melhor os textos literários, deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos.
Definição: Figuras de linguagem são certos recursos não-convencionais que o falante ou escritor cria para dar maior expressividade à sua mensagem.
METÁFORA
É o emprego de uma palavra com o significado de outra em vista de uma relação de semelhanças entre ambas. É uma comparação subentendida.
Exemplo:
Minha boca é um tumulo.
Essa rua é um verdadeiro deserto.
COMPARAÇÃO
Consiste em atribuir características de um ser a outro, em virtude de uma determinada semelhança.
Exemplo:
O meu coração está igual a um céu cinzento.
O carro dele é rápido como um avião.
PROSOPOPÉIA
É uma figura de linguagem que atribui características humanas a seres inanimados. Também podemos chamá-la de PERSONIFICAÇÃO.
Exemplo:
O céu está mostrando sua face mais bela.
O cão mostrou grande sisudez.
SINESTESIA
Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes.
Exemplo:
Raquel tem um olhar frio, desesperador.
Aquela criança tem um olhar tão doce.
CATACRESE
É uma metáfora desgastada, tão usual que já não percebemos. Assim, a catacrese é o emprego de uma palavra no sentido figurado por falta de um termo próprio.
Exemplo:
O menino quebrou o braço da cadeira.
A manga da camisa rasgou.
METONÍMIA
É a substituição de uma palavra por outra, quando existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos que permite essa troca. Ocorre metonímia quando empregamos:
O autor pela obra.
Exemplo:
Li Jô Soares dezenas de vezes. (a obra de Jô Soares)
- o continente pelo conteúdo.
Exemplo:
O ginásio aplaudiu a seleção. (ginásio está substituindo os torcedores)
- a parte pelo todo.
Exemplo:
Vários brasileiros vivem sem teto, ao relento. (teto substitui casa)
- o efeito pela causa.
Exemplo:
Suou muito para conseguir a casa própria. (suor substitui o trabalho)
PERÍFRASE
É a designação de um ser através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou. Exemplo:
A Veneza Brasileira também é palco de grandes espetáculos. (Veneza Brasileira = Recife)
A Cidade Maravilhosa está tomada pela violência. (Cidade Maravilhosa = Rio de Janeiro)
ANTÍTESE
Consiste no uso de palavras de sentidos opostos.
Exemplo:
Nada com Deus é tudo.
Tudo sem Deus é nada.
EUFEMISMO
Consiste em suavizar palavras ou expressões que são desagradáveis.
Exemplo:
Ele foi repousar no céu, junto ao Pai. (repousar no céu = morrer)
Os homens públicos envergonham o povo. (homens públicos = políticos)
HIPÉRBOLE
É um exagero intencional com a finalidade de tornar mais expressiva a idéia.
Exemplo:
Ela chorou rios de lágrimas.
Muitas pessoas morriam de medo da perna cabeluda.
GRADAÇÃO
Consiste na figura que utiliza uma sequência de palavras de maneira gradativa, dentro de uma mesma ideia. Na gradação, a sequência de palavras podem ir se amenizando (se tornando uma a uma mais eufêmica) ou ir se exagerando (se tornando uma a uma mais hiperbólica). Vejamos exemplos para tornar mais claro:
De repente o problema se tornou menos alarmante, ficou menor, um grão, um cisco, um quase nada. Nesse caso, as palavras, em relação a seus significados, vão diminuindo gradativamente.
Isso é igual em todo lugar: aqui, ali, na esquina, em outro país, do outro lado do mundo.
Já nessa frase, a gradação acontece de maneira progressiva, já que a cada palavra, aumenta-se a distância. Dessa forma, percebe-se que na gradação temos a presença do eufemismo ou da hipérbole e que essas últimas são opostas.
IRONIA
Consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o contrário do que pensamos.
Exemplo:
Que alunos inteligentes, não sabem nem somar.
Se você gritar mais alto, eu agradeço.
ONOMATOPÉIA
Consiste na reprodução ou imitação do som ou voz natural dos seres.
Exemplo:
Com o au-au dos cachorros, os gatos desapareceram.
Miau-miau. – Eram os gatos miando no telhado a noite toda.
ALITERAÇÃO
Consiste na repetição de um determinado som consonantal no início ou interior das palavras.
Exemplo:
O rato roeu a roupa do rei de Roma.
ELIPSE
Consiste na omissão de um termo que fica subentendido no contexto, identificado facilmente.
Exemplo:
Após a queda, nenhuma fratura.
ZEUGMA
Consiste na omissão de um termo já empregado anteriormente.
Exemplo:
Ele come carne, eu verduras.
PLEONASMO
Consiste na intensificação de um termo através da sua repetição, reforçando seu significado. Exemplo:
Nós cantamos um canto glorioso.
POLISSÍNDETO
É a repetição da conjunção entre as orações de um período ou entre os termos da oração. Exemplo: Chegamos de viagem e tomamos banho e saímos para dançar.
ASSÍNDETO
Ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas orações.
Exemplo: Chegamos de viagem, tomamos banho, depois saímos para dançar.
ANACOLUTO
Consiste numa mudança repentina da construção sintática da frase.
Exemplo: Ele, nada podia assustá-lo.
Nota: o anacoluto ocorre com freqüência na linguagem falada, quando o falante interrompe a frase, abandonando o que havia dito para reconstruí-la novamente.
ANAFÓRA
Consiste na repetição de uma palavra ou expressão para reforçar o sentido, contribuindo para uma maior expressividade. Exemplo:
Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro noturno. (Fernando Pessoa)
SILEPSE
Ocorre quando a concordância é realizada com a idéia e não sua forma gramatical. Existem três tipos de silepse: gênero, número e pessoa.
De gênero.
Exemplo:
Vossa excelência está preocupado com as notícias. (a palavra vossa excelência é feminina quanto à forma, mas nesse exemplo a concordância se deu com a pessoa a que se refere o pronome de tratamento e não com o sujeito).
De número.
Exemplo:
A boiada ficou furiosa com o peão e derrubaram a cerca. (nesse caso a concordância se deu com a idéia de plural da palavra boiada). De pessoa
Exemplo:
As mulheres decidimos não votar em determinado partido até prestarem conta ao povo. (nesse tipo de silepse, o falante se inclui mentalmente entre os participantes de um sujeito em 3ª pessoa).
SÍNTESE DO TUTORIAL
As figuras de linguagem são recursos não-convencionais que o falante ou escritor cria para dar maior expressividade à sua mensagem.
∙ Metáfora é o emprego de uma palavra com o significado de outra em vista de uma relação de semelhança. ∙ Comparação é uma atribuição de característica de um ser a outro em virtude de uma determinada semelhança. ∙ Prosopopéia atribui características humanas a seres inanimados.
∙ Sinestesia consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes.
∙ Catacrese é uma metáfora desgastada, tão usual que já não percebemos, ou seja, é o emprego de uma palavra no sentido figurado por falta de um termo próprio.
∙ Metonímia é a substituição de uma palavra por outra, quando existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos que permite essa troca.
∙ Perífrase é a designação de um ser através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou.
∙ Antítese consiste no uso de palavras de sentidos opostos.
∙ Eufemismo consiste em suavizar palavras ou expressões que são desagradáveis.
∙ Hipérbole é um exagero intencional com a finalidade de tornar mais expressiva à idéia.
∙ Gradação consiste na figura que utiliza uma sequência de palavras de maneira gradativa, dentro de uma mesma ideia. ∙ Ironia consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o contrário do que pensamos. ∙ Onomatopéia consiste na reprodução ou imitação do som ou voz natural dos seres.
∙ Aliteração consiste na repetição de um determinado som consonantal no início ou interior das palavras. ∙ Elipse consiste na omissão de um termo que fica subentendido no contexto, identificado facilmente. ∙ Zeugma consiste na omissão de um termo já empregado anteriormente.
∙ Pleonasmo consiste na intensificação de um termo através da sua repetição, reforçando seu significado. ∙ Polissíndeto é a repetição da conjunção entre as orações de um período ou entre os termos da oração. ∙ Assíndeto ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas orações.
∙ Anacoluto consiste numa mudança repentina da construção sintática da frase.
∙ Anáfora consiste na repetição de uma palavra ou expressão para reforçar o sentido, contribuindo para uma maior expressividade.
∙ Silepse ocorre quando a concordância é realizada com a idéia e não sua forma gramatical. Existem três tipos de silepse: gênero, número e pessoa.
Figuras de Linguagem - Exercícios
01. (VUNESP) No trecho: “…dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo”, a figura de linguagem presente é chamada: a) metáfora b) hipérbole c) hipérbato d) anáfora e) antítese
02. (PUC – SP) Nos trechos: “O pavão é um arco-íris de plumas” e “…de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira…” enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente:
a) metáfora e polissíndeto; b) comparação e repetição;
c) metonímia e aliteração; d) hipérbole e metáfora;
e) anáfora e metáfora.
03. (PUC – SP) Nos trechos: “…nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major” e “…o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja” encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:
a) prosopopéia e hipérbole; b) hipérbole e metonímia;
c) perífrase e hipérbole; d) metonímia e eufemismo;
e) metonímia e prosopopéia.
04. (VUNESP) Na frase: “O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô”, encontramos a
figura de linguagem chamada:
a) silepse de pessoa b) elipse c) anacoluto d) hipérbole e) silepse de número 05. (ITA) Em qual das opções há erro de identificação das figuras?
a) “Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono.” (eufemismo)
b) “A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopéia)
c) Já não são tão freqüentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número)
d) “E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua…” (aliteração)
e) “Oh sonora audição colorida do aroma.” (sinestesia)
06. (UM – SP) Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse:
a) Os irmãos de Teresa, os pais de Júlio e nós, habitantes desta pacata região, precisaremos de muita força para sobreviver. b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório.
c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades.
d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais satisfatórios.
e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a qualquer tratamento. 07. (FEI) Assinalar a alternativa correta, correspondente à figuras de linguagem, presentes nos fragmentos abaixo:
I. “Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste.”
II. “A moral legisla para o homem; o direito para o cidadão.”
III. “A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam.”
IV. “Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, pára, ergues a mão em viseira, firma os olhos.”
a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo;
b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto;
c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato;
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo;
e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma.
08. (FEBA – SP) Assinale a alternativa em que ocorre aliteração:
a) “Água de fonte ………. água de oceano …………. água de pranto. (Manuel Bandeira)
b) “A gente almoça e se coça e se roça e só se vicia.” (Chico Buarque)
c) “Ouço o tique-taque do relógio: apresso-me então.” (Clarice Lispector)
d) “Minha vida é uma colcha de retalhos, todos da mesma cor.” (Mário Quintana)
e) N.d.a.
09. (CESGRANRIO) Na frase “O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu-se” ocorre processo de gradação. Não há gradação em:
a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou. b) O avião decolou, ganhou altura e caiu. c) O balão inflou, começou a subir e apagou.
d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se. e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu.
10. (FATEC) “Seus óculos eram imperiosos.” Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de linguagem que há na frase acima:
a) “As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes.” b) “Nasci na sala do 3° ano.”
c) “O bonde passa cheio de pernas.”
d) “O meu amor, paralisado, pula.” e) “Não serei o poeta de um mundo caduco.”
11. Em cada um dos períodos abaixo ocorre uma silepse. Marque a alternativa que classifica corretamente cada uma delas.
“Está uma pessoa ouvindo missa, meia-hora o cansa e atormenta e faz romper em murmurações”. “E todos assim nos distraímos nesses preparativos”. (Aníbal Machado)
“A multidão vai subindo, subiram, subiram mais”. (Murilo Mendes)
A) silepse de gênero, silepse de número, silepse de número. B) silepse de pessoa, silepse de número, silepse de pessoa. C) silepse de gênero, silepse de pessoa, silepse de pessoa.
12. (FUVEST) A figura de linguagem empregada nos versos em destaque é:
“Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável)
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!”
D) silepse de gênero, silepse de pessoa, silepse de número. E) silepse de número, silepse de pessoa, silepse de gênero.
A) clímax B) eufemismo C) sínquise D) catacrese E) pleonasmo 13. (FUVEST) Identifique a figura de linguagem empregada nos versos destacados:
“No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos!”
A) antítese B) anacoluto C) hipérbole D) litotes E) paragoge 14. (Mack) Nos versos abaixo, uma figura se ergue graças co conflito de duas visões antagônicas:
“Saio do hotel com quatro olhos,
- Dois do presente,
- Dois do passado.”
Esta figura de linguagem recebe o nome de:
A) metonímia B) catacrese C) hipérbole D) antítese E) hipérbato 15. (Cesesp – PE) Leia atentamente os períodos:
Vários de nós ficamos surpresos.
Essa gente está furiosa e com medo; por consequência, capazes de tudo.
Tua mãe, não há idade nem desgraça que lhe transforme o sorriso.
Entre elas, alguém estava envergonhada.
Os períodos aça contêm, respectiva e sucessivamente, as seguintes figuras de sintaxe:
A) Silepse de pessoa, silepse de gênero, anacoluto, silepse de número.
B) Anacoluto, anacoluto, anacoluto, silepse de número.
C) Silepse de número, silepse de pessoa, anacoluto, anacoluto.
D) Silepse de pessoa, silepse de número, anacoluto, silepse de gênero.
E) Silepse de pessoa, anacoluto, silepse de gênero, anacoluto.
16. (Maringá) Leia os versos e depois assinale a alternativa correta:
“Amo do nauta o doloroso grito
Em frágil prancha sobre o mar de horrores,
Porque meu seio se tornou pedra,
Porque minh’alma descorou de dores.” (Fagundes Varela)
No primeiro verso, há uma figura que se traduz por:
A) pleonasmo B) hipérbato C) gradação D) anacoluto E) anáfora
17. (FAU-Santos) Nos versos: “Bomba atômica que aterra
Pomba atônita da paz
Pomba tonta, bomba atômica...”
A repetição de determinados elemento fônicos é um recurso estilístico denominado:
A) hiperbibasmo B) sinédoque C) metonímia D) aliteração E) metáfora 18. (U. Taubaté) No sintagma: “Uma palavra branca e fria”, encontramos a figura denominada:
A) sinestesia B) eufemismo C) onomatopéia D) antonomásia E) catacrese
19. (FMU) Quando você afirma que enterrou “no dedo um alfinete”, que embarcou “no trem” e que serrou “os pés da mesa”, recorre a um tipo de figura de linguagem denominada:
A) metonímia B) antítese C) paródia D) alegoria E) catacrese 20. (ADVISE) No enunciado: “Virgílio, traga-me uma coca cola bem gelada!”, registra-se uma figura de linguagem denominada: A) anáfora B) personificação C) antítese D) catacrese E) metonímia 21. (ANHEMBI)
“A novidade veio dar à praia
na qualidade rara de sereia
metade um busto de uma deusa maia
metade um grande rabo de baleia
a novidade era o máximo
do paradoxo estendido na areia
alguns a desejar seus beijos de deusa
outros a desejar seu rabo pra ceia
oh, mundo tão desigual
tudo tão desigual
de um lado este carnaval
Assinale a alternativa que ilustra a figura de linguagem destacada no texto: a) “A novidade veio dar à praia/na qualidade rara de sereia”
do outro a fome total
e a novidade que seria um sonho milagre risonho da sereia
virava um pesadelo tão medonho ali naquela praia, ali na areia
a novidade era a guerra
entre o feliz poeta e o esfomeado estraçalhando uma sereia bonita despedaçando o sonho pra cada lado” (Gilberto Gil – A Novidade)
b) “A novidade que seria um sonho/o milagre risonho da sereia/virava um pesadelo tão medonho”
c) “A novidade era a guerra/entre o feliz poeta e o esfomeado”
d) “Metade o busto de uma deusa maia/metade um grande rabo de baleia”
e) “A novidade era o máximo/do paradoxo estendido na areia”
22. (FATEC) "Seus óculos eram imperiosos." Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de linguagem que há na frase acima:
a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes."
b) "Nasci na sala do 3° ano."
c) "O bonde passa cheio de pernas."
d) "O meu amor, paralisado, pula."
e) "Não serei o poeta de um mundo caduco."
23. (VUNESP) Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a
figura de linguagem chamada:
a) silepse de pessoa
b) elipse
c) anacoluto
d) hipérbole
e) silepse de número
24. Na expressão: “Faz dois anos que ele entregou a alma a Deus.” a figura de linguagem presente é:
a) pleonasmo b) comparação c) eufemismo d) hipérbole e) anáfora
25. (Mackenzie)
- "Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!"
Há, nesses versos, uma convergência de recursos expressivos, que se realizam por meio de:
I - metonímia; II - pleonasmo; III - apóstrofe; IV - personificação.
Quanto às especificações anteriores, diz-se que: a) todas estão corretas.
b) nenhuma está correta.
c) apenas I , II e III estão corretas. d) apenas III e IV estão corretas.
e) apenas I está incorreta.
26. (Marília) - Na expressão: "Eles têm poder; nós, dinheiro", a figura de construção empregada é:
a) anástrofe b) elipse c) zeugma d) anacoluto e) hipérbole
27. (Fau – Santos) Nos versos:
“Bomba atômica que aterra
Pomba atômica da paz
Pomba tonta, bomba atômica...”
A repetição de determinados elementos fônicos é um recurso estilístico denominado:
a) hiperbibasmo b) sinédoque c) metonímia d) aliteração e) metáfora
28. (Aman) Há uma evidente onomatopéia em:
a) "Os dois bois tafulham as munhecas, com cloques sonoros."
b) "E Soronho ri, com estrépito e satisfação."
c) "... um tremembé atapeado de alvas florinhas de bem-casados e de longos botões fusiformes de lírios." d) "Vam'bora, lerdeza! Tu é bobo o mole; tu é boi?!..."
e) "De éis, Buscapé, e depois Namorado, acabaram."
29. (Un. Fe. Uberlândia) Cada frase abaixo possui uma figura de linguagem. Assinale aquela que não está classificada corretamente: a) O céu vai se tornando roxo e a cidade aos poucos agoniza. (prosopopéia)
b) "E ele riu frouxamente um riso sem alegria". (pleonasmo)
c) Peço-lhe mil desculpas pelo que aconteceu. (metáfora)
d) "Toda vida se tece de mil mortes." (antítese)
e) Ele entregou hoje a alma a Deus. (eufemismo).
30. (UFPB)
I."À custa de muitos trabalhos, de muitas fadigas, e sobretudo de muita paciência..."
II."... se se queria que estivesse sério, desatava a rir..."
III."... parece que uma mola oculta o impelia..."
IV."... e isto (...) dava em resultado a mais refinada má-criação que se pode imaginar."
Quanto às figuras de linguagem, há neles, respectivamente,
a) gradação, antítese, comparação e hipérbole. b) hipérbole, paradoxo, metáfora e gradação. c) hipérbole, antítese, comparação e paradoxo.
d) gradação, antítese, metáfora e hipérbole. e) gradação, paradoxo, comparação e hipérbole.
31. (FEI) Assinalar a alternativa correta, com relação as figuras de linguagem, presentes nos fragmentos a seguir: I. “Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste.”
II. “A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.”
III. “A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam.” IV. “Isaac a vinte passos, divisando a vulto de um, pára, ergue a mão em viseira, firma os olhos.”
a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma
32. (UFPE) Nos enunciados abaixo, a palavra destacada NÃO tem sentido conotativo em:
a) A comissão técnica está dissolvida. Do goleiro ao ponta-esquerda.
b) Indispensável à boa forma, o exercício físico detona músculos e ossos, se mal praticado.
c) O melhor tenista brasileiro perde o jogo, a cabeça e o prestígio em Roland Garros.
d) Sob a mira da Justiça, os sorteios via 0900 engordam o caixa das principais emissoras.
e) Alta nos juros atropela sonhos da classe média.
33. (FUVEST) A catacrese, figura que se observa na frase "Montou o cavalo no burro bravo", ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo.
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
c) Amanheceu, a luz tem cheiro
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.
e) Apressadamente, todos embarcaram no trem.
34. (VUNESP) Assinale a alternativa em que está caracterizada a figura de sintaxe denominada pleonasmo. a) Esperamos, sinceramente, você compreenda nossos motivos. b) Dizem que os brasileiros autênticos somos loucos por futebol.
c) Ao povo, nada lhe dão que não seja seguido de novos impostos. d) Ele que era forte e corajoso, ei-lo fraco e covarde.
e) Informaram que Sua Santidade continua adoentado.
35. (FUNCAB - Técnico de Administração) O fragmento transcrito que possui um exemplo de onomatopeia é:
a) “– É mesmo? – respondeu ele. – PentiumII?”
b) “Mas tudo durou pouco, porque um certo escritor amigo meu me telefonou.”
c) “–Clic – fiz eu do outro lado.” d) “– E como você fica aí, dando risada?” e) “Bobagem, como logo se veria.”
36. (FUNCAB - Médico Legista - ES) As figuras de linguagem são usadas como recursos estilísticos para dar maior valor expressivo à linguagem. No seguinte trecho “Tu és a chuva e eu sou a terra [...]” predomina a figura, denominada:
a) onomatopeia. b) hipérbole. c) metáfora. d) catacrese. e) sinestesia.
37. (VUNESP - PM-SP) Em – Mas há as ficções benignas, como as que saíram dos pincéis de um Goya ou da pena de um Cervantes... –, a figura de linguagem empregada no termo destacado é
a) metonímia. b) ambiguidade. c) antítese. d) anáfora. e) hipérbole. 38. (FUVEST) A catacrese, figura que se observa na frase “Montou o cavalo no burro bravo”, ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo. b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura.
39
. (UFPA) Tecendo a manhã
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem. d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal. e) Amanheceu, a luz tem cheiro.
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(MELO, João Cabral de. In: Poesias Completas. Rio de Janeiro, José Olympio, 1979)
Nos versos:
“E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo…”
tem-se exemplo de
a) eufemismo b) antítese c) aliteração d) silepse e) sinestesia. 40. (UFSCAR-SP) Para responder a esta questão, leia os versos:
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
Mudaram as estações
Nada mudou.
É notória a oposição de ideias nos versos, o que significa que neles se encontra como principal figura de linguagem a: a) metáfora b) antítese c) sinestesia d) metonímia e) catacrese
41. (UERJ) A construção poética do discurso baseia-se frequentemente na utilização de figuras de linguagem,como a metonímia. O poeta recorreu a esta figura em:
a) “Ah, os rostos sentados”
b) “Os retratos em cor, na parede,”
c) “que exerceram (…) o manso ofício”
d) “de fazer esperar com esperança.”
42. (UERJ) “Mas, recusando o colóquio, desintegrou-se no ar constelado de problemas.” O estranhamento provocado no verso sublinhado constitui um caso de:
a) pleonasmo b) metonímia c) hipérbole d) metáfora
43. (UERJ) Figuras de linguagem – por meio dos mais diferentes mecanismos – ampliam o significado de palavras e expressões, conferindo novos sentidos ao texto em que são usadas. A alternativa que apresenta uma figura de linguagem construída a partir da equivalência entre um todo e uma de suas partes é:
a) “que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho?”
b) “Entretanto a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.” c) “batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.”
d) “Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza;”
44. (UERJ) O processo de personificação é um recurso utilizado no texto para humanizar a narrativa e cativar o leitor. Um exemplo de personificação aparece no seguinte fragmento:
a) “Passar cinqüenta anos sem poder falar sua língua com alguém é um exílio agudo dentro do silêncio.”
b) “E como as folhas não falavam, punha-se a ler em voz alta, fingindo ouvir na própria voz a voz do outro,”
c) “Cinqüenta anos olhando as planuras dos pampas, acostumado já às carnes generosas dos churrascos
conversados em espanhol”
d) “Era agora um homem inteiro. Tinha, enfim, nos lábios toda a canção.”
46. (Inatel) Reconheça e classifique as figuras de palavras, de construção e de pensamento:
( ) “Quando uma lousa cai sobre um cadáver mudo”. ( ) “Terrível hemorragia de sangue”.
( ) “Das idades através”.
( ) “Oxalá tenham razão”.
( ) “Trejeita, e canta, e ri nervosamente”.
A sequência que corresponde à resposta correta é:
a) 4,3,5,2,1 b) 3,4,2,1,5 c) 3,4,2,5,1 d) 3,4,5,2,1 47. (Cescea) Identifique os recursos estilísticos empregados no texto:
(1) Polissíndeto (2) Hipérbato (3) Epíteto
(4) Pleonasmo (5) Elipse
“Nem tudo tinham os antigos, nem tudo temos, os modernos”. (Machado de Assis)
a) anáfora – antítese – silepse b) metáfora – antítese – elipse c) anástrofe – antítese – zeugma d) pleonasmo – antítese – silepse e) anástrofe – comparação – parábola.
48. (FUVEST) A figura de linguagem empregada nos versos em destaque é:
“Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável)
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
- Alô, iniludível!”
a) clímax
b) eufemismo
c) sínquise d) catacrese
e) pleonasmo.
49. (Mack) Nos versos abaixo, uma figura se ergue graças co conflito de duas visões antagônicas:
“Saio do hotel com quatro olhos,
- Dois do presente,
- Dois do passado.”
Esta figura de linguagem recebe o nome de:
a) metonímia b) catacrese c) hipérbole d) antítese e) hipérbato 50. (CESGRANRIO) Na frase "O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu-se" ocorre processo de gradação. Não há gradação em:
a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou.
b) O avião decolou, ganhou altura e caiu.
c) O balão inflou, começou a subir e apagou.
d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se.
e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu.
GABARITO
ATIVIDADES COM FIGURAS DE LINGUAGEM
1- “Amor é fogo que arde sem se ver, / é ferida que dói e não se sente...” Nos versos destacou-se: a- metonímia
b- metáfora
c- antítese
d- anáfora
e- comparação
2- Ocorre pleonasmos na seguinte alternativa:
a- Renatinho quebrou o bico do bule.
b- Respeito-lhe os cabelos brancos.
c- Os formandos queremos fazer um churrasco.
d- Meus amigos, nunca me esquecerei deles.
e- O nome da filha, escolhi-o de um romance.
3- Use os códigos abaixo para identificar as figuras de linguagem utilizadas nas frases.
O – onomatopeia; S- sinestesia; A- antítese; C- comparação; CC – catacrese; E- eufemismo; M- metáfora; H- hipérbole; PP- prosopopeia; I- ironia; P- pleonasmo
A- O gato é preguiçoso como uma segunda-feira. ( )
B- Coitado do Durval: não foi feliz na prova. ( )
C- Gastei rios de dinheiro no meu curso de computação. ( )
D- Os carros não andam, voam. ( )
E- O vento beija meus cabelos, as ondas lambem minhas pernas, o sol abraça o meu corpo. ( ) F- Meu verso é sangue ... Volúpia ardente. ( )
G- O plim-plim da televisão dominava a todos. ( )
H- No fim do túnel, o princípio de tudo. ( )
I- As pessoas vão e vêm, entram e saem. ( )
4) Identifique a figura de linguagem existente nos textos:
a) “Sou faraó prazer minha mãe Sou faraó passeio pelo sol” - (Carlinhos Brown)
____________________________________
b) “Palmeiras se abraçam fortemente...” (Eduardo Dusek) ____________________________________ c) “Roga a Deus, que teus anos encurtou, Que tão cedo de cá me leve a ver-te...” - (Camões) ____________________________________
5) Identifique a figura de linguagem presente em cada frase a seguir:
a) O jardim olhava as crianças sem dizer nada. ______________________________
b) Meu pensamento é um rio subterrâneo. __________________________________
c) Não tinha teto em que se abrigasse. _____________________________________
d) Ele enriqueceu por meios ilícitos. ________________________________________
e) Estou morrendo de sede. ______________________________________________
f) O Amor queima como o fogo. __________________________________________
g) Lemos Machado de Assis por interesse. _________________________________
h) O Sol amanheceu triste e escondido. ____________________________________
i) Você faltou com a verdade. ____________________________________________
1. Qual a figura de linguagem presente na frase “As mãos que dizem adeus são pássaros que vão morrendo lentamente.”, de Mário Quintana?
a) comparação b) metáfora c) metonímia d) eufemismo
2. Qual figura de linguagem está presente nas seguintes frases:
Toda minha vida morei no país do futebol.
Nunca visitei a cidade maravilhosa.
a) anáfora b) paranomásia c) perífrase d) catacrese
3. Indique a expressão em que não ocorre pleonasmo.
a) entrar para dentro b) adiar para depois c) liberdade escrava d) fatos reais e) encarar de frente f) certeza absoluta
3. Classifique as figuras de linguagem usadas nas seguintes frases em hipérbole e eufemismo.
a) Eu morri de rir com aquela história.
b) Minha filha mais nova já é mocinha.
c) Você está ficando muito cheinha.
d) Ele veio voando para casa.
e) Já disse isso um milhão de vezes.
f) Ele sempre foi meio desprovido de inteligência.
4. Assinale com v (verdadeiro) ou f (falso) as figuras de linguagem identificadas nas frases seguintes.
a) Meus netos respeitam meus cabelos brancos. Metonímia
b) Quem foi o inteligente que cometeu esses erros todos? Ironia
c) Eu vi o sol. Eu vi a lua. Eu vi você. Silepse
d) Fiquei sentada, ouvindo a doce música. Sinestesia
e) Meu filho é teimoso como uma mula. Metáfora
5. Assinale as alternativas em que ocorre catacrese.
a) a cabeça do alfinete b) o dente de alho c) conclusão final d) a batata da perna e) elo de ligação f) o céu da boca g) a pele do tomate h) futuro da humanidade
6. Identifique a figura de linguagem usada nas alternativas abaixo:
Ouvimos um enorme bum!
Já não aquento mais esse tique-taque!
Quando eu menos esperava, plim, ele apareceu.
a) onomatopeia b) aliteração c) assonância
7. Caracterize o tipo de elipse presente nas frases.
a) No final da prova, nenhum aluno satisfeito.
b) Neste Natal, não vou sair da linha.
01. Identifique a figura de linguagem predominante no quadrinho abaixo.
a) Comparação b) Antítese c) Anáfora d) Pleonasmo e) Gradação
02. Observe a tirinha abaixo.
No quadrinho acima, há a presença de uma figura de linguagem na qual atribuem-se características humanas a animais ou seres inanimados. Esse figura chama-se:
a) Metáfora b) Antítese c) Prosopopeia d) Pleonasmo e) Eufemismo
03. Identifique a figura de linguagem predominante no quadrinho abaixo.
a) Ironia
b) Paronomásia
c) Hipérbole
d) Metáfora
e) Pleonasmo
04. Leia a tirinha abaixo.
Na expressão “dentes da Morte”,
ocorre a figura de linguagem conhecida
como:
a) Pleonasmo
b) Paradoxo
c) Assíndeto
d) Comparação
e) Metáfora
05. Identifique a figura de linguagem predominante no quadrinho abaixo.
a) Hipérbato b) Sinestesia c) Catacrese d) Metonímia e) Epístrofe
06. Identifique a figura de linguagem predominante na oração do primeiro quadrinho da tirinha abaixo.
a) Catacrese b) Paradoxo c) Polissíndeto d) Assonância e) Aliteração
07. Identifique a figura de linguagem predominante no quadrinho abaixo.
a) Comparação b) Antítese c) Gradação d) Hipérbato e) Sinestesia
08. Identifique a figura de linguagem predominante no quadrinho abaixo.
a) Pleonasmo
b) Eufemismo
c) Sinestesia
d) Hipérbole
e) Gradação
09. Identifique a figura de linguagem predominante no quadrinho abaixo.
a) Gradação b) Onomatopeia c) Pleonasmo d) Paralelismo e) Paronomásia
10. Identifique a figura de linguagem predominante no quadrinho abaixo.
a) Paronomásia b) Eufemismo c) Polissíndeto d) Assíndeto e) Metonímia
11. Identifique a figura de linguagem predominante no último quadrinho da tirinha abaixo.
a) Aliteração
b) Antítese
c) Anáfora
d) Ironia
e) Hipérbole
12. Leia a tirinha abaixo.
Assinale a alternativa em que ocorre a mesma figura de linguagem registrada no primeiro quadrinho da tirinha. a) A vida é um palco de ilusões.
b) O rato roeu a roupa do rei de Roma.
c) O amor é como uma caravana de flores.
d) Adoro ler Machado de Assis.
e) Ana tem uma pele de leite.
GABARITO: 01B 02C 03A 04E 05D 06E 07A 08B 09B 10A 11D 12C
Pronomes Relativos
São pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as orações subordinadas adjetivas.
Por exemplo:
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva).
O pronome relativo "que" refere-se à palavra "sistema" e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra "sistema" é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome demonstrativo o, a, os, as.
Por exemplo: Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso.
Por exemplo: Quem casa, quer casa.
Observe o quadro abaixo:
Note que:
a) O pronome que é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um substantivo.
Por exemplo:
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para verificar se palavras como "que", "quem", "onde" (que podem ter várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas preposições:
Por exemplo:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de que neste caso geraria
ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar que depois desobre.) c) O relativo "que" às vezes equivale a o que, coisa que, e se refere a uma oração.
Por exemplo:
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.
d) O pronome "cujo" não concorda com o seu antecedente, mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, das quais. Por exemplo:
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. (antecedente) (consequente)
e) "Quanto" é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: Por exemplo:
Emprestei tantos quantos foram necessários.
(antecedente)
Ele fez tudo quanto havia falado.
(antecedente)
f) O pronome "quem" refere-se a pessoas e vem sempre precedido de preposição.
Por exemplo:
É um professor a quem muito devemos.
(preposição)
g) "Onde", como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar. Por exemplo: A casa onde morava foi assaltada.
h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que.
Por exemplo: Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no exterior.
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
- como (= pelo qual)
Por exemplo: Não me parece correto o modo como você agiu semana passada.
- quando (= em que)
Por exemplo: Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só frase.
Por exemplo: O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer a elipse do relativo que.
Por exemplo:
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.
Pronomes Interrogativos
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).
Por exemplo:
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas preferes.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos passageiros desembarcaram.
Pronomes Substantivos e Pronomes Adjetivos
Pronomes Substantivos são aqueles que substituem um substantivo ao qual se referem.
Por exemplo:
Nem tudo está perdido. (Nem todos os bens estão perdidos.)
Aquilo me deixou alegre.
Obs.: ao assumir para si as características do nome que substitui, o pronome seguirá todas as demais concordâncias (gênero - número - pessoa do discurso - marca de sujeito inanimado - marca de situação no espaço).
Pronomes Adjetivos são aqueles que acompanham o substantivo com o qual se relacionam, juntando-lhe uma característica.
Por exemplo:
Este moço é meu irmão.
Alguma coisa me deixou alegre.
Observação: a classificação dos pronomes em substantivos ou adjetivos não exclui sua classificação específica.
Por exemplo:
Muita gente não me entende. (muita = pronome adjetivo indefinido).
Trouxe o meu ingresso e o teu. (meu = pronome adjetivo possessivo / teu = pronome substantivo possessivo).
Vejamos a seguinte frase retirada de um anúncio publicitário:
Conheça as informações que movimentam o mundo!
O texto poderia também ter a seguinte redação:
Conheça as informações. (1ª oração)
As informações movimentam o mundo. (2ª oração)
Observe que, nessa redação, o texto ficaria repetitivo e menos direto. Para evitar a repetição e ser mais direto, o anunciante optou por substituir a palavra informações pela palavra que.
Quando substitui uma palavra ou expressão antecedente, isto é, já mencionada, a palavra que é umpronome relativo.
Pronome relativo é aquele que liga duas orações, substituindo na 2ª oração um termo já expresso na 1ª oração.
Vejamos um quadro com os pronomes relativos da língua portuguesa:
Os pronomes relativos podem ser precedidos ou não por preposições.
Vejamos:
Eu enviei a meus amigos alguns cartões que eu mesma fiz. (sem preposição)
O rapaz a quem você pediu informações trabalha aqui? (com preposição)
Os pronomes relativos sempre desempenham nas orações que iniciam uma função sintática:
Vejamos:
O remédio custa muito caro. Eu preciso do remédio. (Objeto indireto)
O remédio de que eu preciso custa muito caro. (Objeto Indireto)
Os pronomes relativos têm por função básica unir orações diferentes fazendo com que as ideias nelas expressas complementem-se, evitando assim repetições desnecessárias.
Exemplos:
1) Eu vi um homem. O homem era jovem.
O homem que eu vi era jovem.
Neste exemplo, o pronome relativo que funciona como objeto direto.
O pronome que pode ainda funcionar como sujeito:
2) Eu estou vendo um filme. O filme é muito interessante.
Eu estou vendo um filme que é muito interessante.
Ou ainda como complemento antecedido pelas preposições a, de, em, com, por, para:
3) A peça estreia hoje. Eu te falei da peça.
A peça de que te falei estreia hoje.
O pronome relativo quem também é antecedido por preposições:
4) A funcionária é muito gentil. Pedi à funcionária informações sobre o hotel.
A funcionária a quem pedi informações sobre o hotel é muito gentil.
Os pronomes o(a) qual, os(as) quais concordam em gênero e número com o substantivo que substituem e são introduzidos por preposições.
5) Ela estudou para o exame. O exame parece bastante difícil.
O exame para o qual ela estudou parece bastante difícil.
Os pronomes cujo(s) , cuja(s) também concordam em gênero e número com o substantivo que substituem, podem ser precedidos por preposição e indicam relações de posse.
6) O edifício fica logo ali. As paredes do edifício foram pichadas.
O edifício cujas paredes foram pichadas fica logo ali.
Onde funciona como adjunto adverbial de lugar e pode ser antecedido por preposição. Quando combinado com a preposição "a" forma aonde, e indica uma destinação; quando combinado com a preposição "de" forma de onde (ou donde), e indica uma origem.
7) Ele vem de uma cidade. A cidade fica no norte do país.
A cidade de onde ele vem fica no norte do país.
8) Este cinema é mantido pela fundação cultural. Nós vamos a este cinema.
Este cinema aonde vamos é mantido pela fundação cultural.
9) Este espaço pertence ao clube Porto Belo. Muitas atividades de lazer e esportes realizam-se neste espaço.
Este espaço, onde se realizam muitas atividades de lazer e esportes, pertence ao clube Porto Belo.
Quando funciona como adjunto adverbial de tempo.
10) Sábado fez sol. Fomos ao litoral no sábado.
Sábado, quando fomos ao litoral, fez sol.
Como funciona como adjunto adverbial de modo, de maneira.
11) O modo como a reunião foi conduzida deixou todos os participantes tranqüilos.
Na linguagem oral, tende-se a utilizar o pronome relativo que de forma mais ampla. Neste contexto, as substituições por outros pronomes acabam muitas vezes não acontecendo.
É importante salientar que este uso não é propriamente "errado", mas inadequadopara situações em que a linguagem formal (ou padrão) estiver sendo exigida. Retomando alguns dos exemplos mencionados, poderemos entender, numa linguagem informal, construções do tipo: ∙ A peça que te falei estreia hoje.
∙ O edifício que as paredes foram pichadas fica logo ali.
∙ O modo que a reunião foi conduzida deixou todos os participantes tranquilos.
Pronomes relativos - exercícios
1. (FATEC-SP) – Assinale a alternativa que completa corretamente as três frases que seguem:
I. O século ................................. vivemos tem trazido grandes transformações ao planeta. II. O ministro reafirma a informação ....................... o presidente se referiu em seu último pronunciamento. III. Todos lamentavam a morte do editor ...... publicou obras importantes do Modernismo.
a) onde - a que - que b) onde - a que - cujo c) em que - que - o cujo d) em que - a que - que e) em que - de que - o qual
2. (UFV-MG) – Assinale a alternativa cuja seqüência completa CORRETAMENTE as frases abaixo: A lei ......................... se referiu já foi revogada.
Os problemas .......................... se lembraram eram muito grandes.
O cargo ..................... aspiras é muito importante.
O filme ........................ gostou foi premiado.
O jogo ................. assistimos foi movimentado.
a) que, que, que, que, que b) a que, de que, que, que, a que
c) que, de que, que, de que, que d) a que, de que, a que, de que, a que e) a que, que, que, que, a que
3. (PUC-PR) – Empregue o pronome relativo acompanhado ou não de preposição.
1. Fez o anúncio ____________________ todos ansiavam.
2. Avise-me ________________ consistirá o concurso.
3. Existe um decreto _______________ devemos obedecer.
4. Foi bom o jogo _________________ assisti.
5. Era nobre o objetivo ________________ visava.
Na ordem, foram empregados:
a) que – em que – ao qual – que – a que b) que – de que – a quem – que – em que c) do qual – por que – a que – ao qual – de que d) pelo qual – de que – cujo – que – que e) pelo qual – de que – ao qual – a que – a que
FUNÇÕES SINTÁTICAS DO RELATIVO "QUE"
___________________________________________________________
Dica Para Descobri-las + Exercícios e Gabarito
• O pronome relativo [que] se refere a um termo da oração anterior (antecedente) projetando-o na oração seguinte, subordinada a esse antecedente. Veja:
=> Mudei para a casa / que eu mesmo construí.
• Na frase acima, a palavra [que] se relaciona com o antecedente [a casa]. A oração que se subordina a esse antecedente é: que eu mesmo construí. Para melhor compreendermos qual o papel desempenhado pelo pronome relativo [que], vamos desdobrar o período composto em duas orações: Mudei para a casa. Eu mesmo construí a casa.
• Não é difícil perceber, agora, que o relativo [que], introduz a segunda oração e, ao mesmo tempo, substitui [casa] na segunda oração. Observe que [casa], na segunda oração, exerce a função sintática de objeto direto. Como [que] a substitui, essa será a função sintática do pronome [que]. Portanto, [que] cumpre uma dupla função: substitui, na segunda oração, o termo antecedente (a casa) e ao mesmo tempo introduz a oração subordinada adjetiva.
• O pronome relativo que pode ter por antecedente o demonstrativo [o, a, os, as]: Olha o (= isto) que esse menino fez na prova! => Falo o (= aquilo) que sinto.
• Lembro-lhe que é fundamental diferenciar o relativo [que] da conjunção integrante [que], que introduz uma oração subordinada substantiva. Para reconhecer o relativo [que] substitua-o por o/a qual, os/as quais:
=> Comprei a casa que você indicou => [...] a qual você indicou.
=> Você me deu um presente que me agradou => o qual me agradou.
• O pronome relativo, que sempre tem uma função na oração adjetiva, a saber: sujeito, predicativo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva e adjunto adverbial.
Conscientemente falando, não é tão simples descobrir essas funções sem a ajuda de um "macete". Um muito usado é este: 1º. Substitua o pronome relativo pelo seu antecedente;
2º. Observe a função sintática do antecedente na nova posição que assumiu no lugar do pronome relativo.
3°. A função do antecedente, em sua nova posição, será a mesma do pronome relativo [que] (substituído).
4°. Em muitos casos, será necessário colocar a nova frase em ordem direta para maior clareza da função do antecedente.
Exemplos Práticos:
[•] O povo chorou os soldados que morreram em combate.
Substituindo: os soldados morreram em cobate.
Função sintática: os soldados = objeto direto = que.
[•] Aqui está o livro que lerei nas férias.
Substituindo: o livro lerei nas férias. => lerei o livro nas férias.
Função Sintática: o livro = objeto direto = que.
[•] Comprei a casa a que você se referiu.
Substituindo: a casa você se referiu => você se referiu a casa.
Função sintática: a casa = objeto indireto = que.
[•] Este é o remédio de que tenho necessidade.
Substituindo: do remédio tenho necessidade => Tenho necessidade do remédio.
Função sintática: do remédio = complemento nominal = que.
[•] A casa em que moro é bem cuidada.
Substituindo: Na casa moro é bem cuidada. => moro na casa...
Função Sintática: na casa = adjunto adverbial = que.
[•] Ignoras o cínico que ele é.
Substituindo: o cínico ele é. => ele é o cínico.
Função Sintática: o cínico = predicativo do sujeito = que.
[•] Era venenosa a aranha por que você foi picado.
Substituindo: Era venenosa pela aranha você foi picado. => você foi picado pela aranha.
Função Sintática: foi picado pela aranha = agente da passiva = que.
• Os Pronomes Relativos onde, como e cujo exercem sempre as funções sintáticas de: adjunto adverbial de lugar, de modo e adjunto adnominal, respectivamente:
[•] O salão do clube onde passamos o réveillon estava repleto
Substituindo: passamos o réveillon no salão do clube (adj. adv. de lugar)
[•] A foto cujo negativo lhe enviei ficou ótima.
Substituindo: o negativo da foto (adjunto adnominal) ficou ótima.
[•] A maneira firme como defendeu o rapaz causou admiração.
Substituindo: defendeu de maneira firme (adj. adv. de modo)o rapaz
Dê a Função Sintática do Pronome Relativo [que] (sujeito, predicativo do sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva e adjunto adverbial):
01. Desapareceu a dor / de que tanto reclamava.
02. Comprei a casa / que você indicou.
03. Poucos conhecem o artista / que sou.
04. Estudamos os autores / que formam um dos grupos românticos. 05. Não encontrei o livro / a que te referiste.
06. Recolha o material / que está sobre a mesa.
07. Ainda não vi o filme / a que você se refere.
08. Há pessoas / que sofrem pelos outros.
09. Encontrei o garoto / que você estava procurando. 10. O motor trabalhava com a força / de que era capaz. 11. Você não é aquele / que parece
12. Não é este o lugar / a que eles se referem?
13. Quais são as frases / que você errou.
14. Comprei o livro / que estava em liquidação.
15. A loja / em que comprei o vestido estava em liquidação. 16. Devolveu os ingressos / que havia comprado.
17. As pinturas / que faço me dão prazer.
18. Gostei da roupa / que você comprou.
19. O homem rico / que ele era, hoje passa por dificuldades.
20. Voltarei a ser a boa aluna / que eu era.
21. O bandido / por quem fomos atacados fugiu. 22. O trecho / onde o chover parou, estava deserto. 23. O avião / em que nós viajamos fez escala em recife. 24. Hoje reconheço a pessoa leal e amiga / que você se tornou. 25. A máquina fotográfica / que nós compramos é japonesa. 26. O apartamento / onde residia está a venda.
27 Eu vi o rapaz / que era seu amigo.
28. Nós assistimos ao filme / que vocês perderam. 29. Precisamos do documento / que o assessor encontrou. 30. Roubaram a peça / que era rara no Brasil.
31. Eis os ingredientes / de que necessitamos.
32. Os funcionários / cujos crachás foram entregues podem ir. 33. Esta é a casa / em que nasci.
34. O filme / a que fizeram referência foi premiado. 35. Mal podia esconder a doença / que o consumia. 36. Este é o remédio / de que tenho necessidade. 37. Você é o artista / que eu gostaria de ser.
38. A cidade / em que moro é limpa.
39. Não conhecemos o aluno / que saiu. ®Sérgio.
GABARITO
01. Substituindo: Desapareceu da dor tanto reclamava. Função Sintática: reclamava da dor (OI).
02. Substituindo: Comprei a casa você indicou.
Função Sintática: você indicou a casa (OD).
03. Substituindo: Poucos conhecem o artista sou.
Função Sintática: sou o artista (pred. do sujeito).
04. Substituindo: os autores formam um dos grupos românticos. Função Sintática: sujeito.
05. Substituindo: Não encontrei ao livro te referiste. Função Sintática: te referiste ao livro (OI).
06. Substituindo: o material está sobre a mesa.
Função Sintática: sujeito.
07. Substituindo: Ainda não vi ao filme você se refere. Função Sintática: você se refere ao filme (OI).
08. Substituindo: pessoas sofrem pelos outros.
Função Sintática: sujeito.
09. Substituindo: o garoto você estava procurando. Função Sintática: você estava procurando o garoto(OD). 10. Substituindo: da força era capaz.
Função Sintática: era capaz da força (c. nominal).
11. Substituindo: aquele parece.
Função Sintática: parece aquele (p. do sujeito).
12. Substituindo: ao lugar eles se referem?
Função Sintática: eles se referem ao lugar? (OI).
13. Substituindo: Quais são as frases você errou.
Função Sintática: você errou as frases (OD).
14. Substituindo: o livro estava em liquidação.
Função Sintática: sujeito.
15. Substituindo: Na loja comprei o vestido [...].
Função Sintática: comprei o vestido na loja (adj. adverbial). 16. Substituindo: os ingressos havia comprado.
Função Sintática: havia comprado os ingressos (OD). 17. Substituindo: as pinturas faço, me dão prazer.
Função Sintática: faço as pinturas.
18. Substituindo: da roupa você comprou.
Função Sintática: você comprou a roupa (OI).
19. Substituindo: O homem rico ele era ...
Função Sintática: ele era um homem rico (p. do sujeito). 20. Substituindo: Voltarei a ser a boa aluna eu era.
Função Sintática: eu era uma boa aluna (p. do sujeito).
21. Substituindo: Pelo bandido fomos atacados fugiu. Função Sintática: fomos atacados pelo bandido (passiva). 22. Substituindo: o trecho o chover parou estava deserto. Função Sintática: o chover parou no trecho... (adj. adv. lugar)
23. Substituindo: o avião nós viajamos fez escala em recife. Função Sintática: nós viajamos no avião... (adj. adv. lugar). 24. Substituindo: a pessoa leal e amiga você se tornou. Funç. Sint.: você se tornou uma pessoa leal e amiga (predicativo).
25. Substituindo: A máquina fotográfica nós compramos é japonesa. Funç. Sint.: nós compramos a máquina fotográfica (OD). 26. Substituindo: O apartamento residia está a venda. Função Sintática: residia no apartamento (adj. adv. lugar). 27. Substituindo: o rapaz era seu amigo (que = sujeito). Função Sintática: sujeito
28. Substituindo: ao filme vocês perderam (OD).
Função Sintática: vocês perderam o filme (OD).
29. Substituindo: os documentos o assessor encontrou (OD). Função Sintática: o assessor encontrou os documentos (OD).
30. Substituindo: a peça era rara no Brasil.
Função Sintática: Sujeito.
31. Substituindo: dos ingredientes necessitamos.
Função Sintática: necessitamos dos ingredientes (OI). 32. Substituindo: Os funcionários crachás foram entregues. Funç. Sint.: Os crachás dos funcionários... (Adj. Adn.). 33. Substituindo: na casa nasci.
Função Sintática: nasci na casa (adj. adverbial).
34. Substituindo: ao filme fizeram referência....
Função Sintática: fizeram referência ao filme (c. nominal). 35. Substituindo: a doença o consumia.
Função Sintática: sujeito.
36. Substituindo: do remédio tenho necessidade.
Função Sintática: tenho necessidade do remédio (c. nominal).
37. Substituindo: o artista eu gostaria de ser.
Função Sintática: eu gostaria de ser o artista (p. do sujeito). 38. Substituindo: na cidade moro.
Função Sintática: moro na cidade (adj. adverbial).
39. Substituindo: o aluno saiu.
Funções da palavra QUE
A palavra QUE pode pertencer a várias categorias gramaticais, exercendo as mais diversas funções sintáticas. Veja abaixo quais são essas funções e classificações.
- Advérbio
Intensifica adjetivos e advérbios, atuando sintaticamente como adjunto adverbial de intensidade. Tem valor aproximado ao das palavras quão e quanto. Ex1: Que longe está meu sonho!
Ex2: Os braços... Oh! Os braços! Que bem-feitos!
- Substantivo
Como substantivo, tem o valor de qualquer coisa ou alguma coisa. Nesse caso, é modificado por um artigo, pronome adjetivo ou numeral, tornando-se monossílabo tônico ( portanto, acentuado). Pode exercer qualquer função sintática substantiva.
Ex1: Um tentador quê de mistério torna-a cativante.
Ex2: "Meu bem querer tem um quê de pecado..." ( Djavan) Também quando indicamos a décima sexta letra do nosso alfabeto usamos o substantivo quê.
Ex : Mesmo tendo como símbolo kg, a palavra quilo deve ser escrita com quê.
- Preposição
Equivale à preposição de ou para, geralmente ligando uma locução verbal com os verbos auxiliares ter e haver. Na realidade, esse QUE é um pronome relativo que o uso consagrou como substituto da preposição de.
Ex1: Tem que combinar? (= de)
Ex2: Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. (= para) Além disso, a partícula QUE atua como preposição quando possui sentido próximo ao de exceto ou salvo.
Ex : Chegara sem outro aviso que seu silêncio inquietante.
- Interjeição
Como interjeição, a palavra QUE (exclamativo) também se torna tônica, devendo ser acentuada. Exprime um sentimento, uma emoção, um estado interior e, equivale a uma frase, não desempenhando função sintática em oração alguma.
Ex1: Quê! Você por aqui!
Ex2: Quê! Nunca você fará isso!
- Partícula expletiva ou de realce
Neste caso, a retirada da palavra QUE não prejudica a estrutura sintática da oração. Sua presença, nestes contextos, é um recurso expressivo, enfático. Ex1: Quase que ela desmaia!
Ex2: Então qual que é a verdade? Obs: Pode aparecer acompanhado do verbo ser, formando a locução é que.
Ex: Mas é que lá passava bonde.
- Pronome relativo
O pronome relativo refere-se a um termo (por isso mesmo chamado de antecedente), substantivo ou pronome, ao mesmo tempo que serve de conectivo subordinado entre orações. Geralmente, o pronome relativo introduz uma oração subordinada adjetiva, nela desempenhando uma função substantiva. Neste caso, pode ser substituído por qual, o qual, a qual, os quais, as quais.
Ex1: João amava Teresa que amava Raimundo.
Ex2: Às pessoas que eu detesto diga sempre que eu detesto.
- Pronome indefinido substantivo Quando equivale a "que coisa".
Ex1: Que caiu?
Ex2: A fantasia era feita de quê?
- Pronome indefinido adjetivo
Quando, funcionando com adjunto adnominal, acompanha um substantivo.
Ex1: Que tempo estranho, ora faz frio, ora faz calor.
Ex2: Que vista linda há aqui!
- Pronome substantivo interrogativo
Substitui, nas frases da língua, o elemento sobre o qual se deseja resposta, exercendo sempre uma das funções substantivas, significando que coisa. Ex1: Que terá acontecido? (= que coisa)
Ex2: Que adiantaria a minha presença? (= que coisa)
- Pronome adjetivo interrogativo
Acompanha os substantivos nas frases interrogativas, desempenhando função de adjunto adnominal.
Ex1: Que livro você está lendo?
Ex2: "Por aquela que foi tua, que orvalho em teus olhos tomba?" ( Cecília Meireles)
Obs: Caso semelhante (o qual não figura entre os tipos de pronomes registrados pela NGB) ocorre em frases exclamativas. Nesse caso, teríamos um pronome adjetivo exclamativo, sintaticamente atuando como adjunto adnominal.
Ex1: Que poema acabamos de declamar!
Ex2: Meu Deus! Que gelo, que frieza aquela!
- A conjunção QUE
O QUE pode ser conjunção coordenativa ou subordinativa.
- Conjunção coordenativa
Como conjunção coordenativa, a palavra QUE liga orações coordenadas, ou seja, orações sintaticamente equivalentes.
- Aditiva
Liga orações independentes, estabelecendo uma seqüência de fatos. Neste caso, o QUE não tem valor bastante próximo de conjunção e. Ex1: Anda que anda e nunca chega a lugar algum.
Ex2: Fica lá o tempo com aquele chove que chove...!
- Explicativa
A oração coordenada explicativa aponta a razão de se ter feito a declaração contida em outra oração coordenada. Quando introduz esse tipo de oração, o QUE tem valor próximo ao da conjunção pois.
Ex1: Mantenhamo-nos unidos, que a união faz a força.
Ex2: Deixe, que os outros pegam.
- Adversativa Indica oposição, ressalva, apresentando valor equivalente a mas.
Ex1: Outro, que não eu, teria de fazer aquilo.
Ex2: Outro aluno, que não eu, deveria falar-lhe, professor!
- Conjunção subordinativa
A conjunção QUE é subordinativa quando introduz orações subordinadas substantivas e adverbiais. Essas orações são subordinadas porque desempenham, respectivamente, funções substantivas e adverbiais em outras orações ( chamadas principais ).
- Integrante
O QUE é conjunção subordinativa integrante quando introduz oração subordinada substantiva.
Ex1: "E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto Caeiro)
Ex2: Parecia-me que as paredes tinham vulto.
- Causal
Introduz as orações adverbiais causais, possuindo valor próximo a porque.
Ex1: Fugimos todos, que a maré não estava pra peixe.
Ex2: Não esperaria mais, que elas podiam voar
- Final
Introduz orações subordinadas adverbiais finais, equivalendo a para que, a fim de que.
Ex1: "...Dizei que eu saiba." ( João Cabral de Melo Neto)
Ex2: Todos lhe fizeram sinal que se calasse.
- Consecutiva
Introduz as orações subordinadas adverbiais consecutivas.
Ex1: A minha sensação de prazer foi tal que venceu a de espanto.
Ex2: "Apertados no balanço Margarida e Serafim Se beijam com tanto ardor Que acabam ficando assim." ( Millôr Fernandes)
- Comparativa
Introduz orações subordinadas adverbiais comparativas.
Ex1: Eu sou maior que os vermes e todos os animais.
Ex2: As poltronas eram muito mais frágeis que o divã.
- Concessiva
Introduz orações subordinada adverbial concessiva, equivalente a embora.
Ex1: Que nos tirem o direito ao voto, continuaremos lutando.
Ex2: Estude, menino, um pouco que seja!
- Temporal
Introduz oração subordinada adverbial temporal, tendo valor aproximado ao de desde que.
Ex1: "Porém já cinco sóis eram passados que dali nos partíramos." ( Camões)
Ex2: Agora que a lâmpada acendeu, podemos ver tudo.
As funções morfossintáticas da partícula que
O termo “ que” pode pertencer a categorias gramaticais diferentes e exerce funções sintáticas diferentes. a) pronome interrogativo: faz referência a pessoas (substantivo) ou a coisas (adjetivo).
Exemplos: O que ocorreu nesta sala? (substantivo)
Que tema você escolheu? (adjetivo – acompanha o substantivo)
b) pronome relativo: refere-se a um termo anterior.
Exemplo: As crianças que gostam de fabricar seu próprio brinquedo se mostram mais criativas no futuro.
c) pronome adjetivo indefinido: tem sentido de “quanto”, “quantas”.
Exemplo: Que horas são agora?
d) conjunção coordenativa aditiva: liga orações e tem valor próximo da conjunção “e”.
Exemplo: Diz que diz, mas não faz nada!
e) conjunção coordenativa explicativa: valor próximo de “pois”.
Exemplo: Devemos nos amar, que o ódio consome e destrói a alma.
f) conjunção subordinativa integrante: introduz oração subordinada substantiva.
Exemplo: Ficou claro que você não vai mais discutir o mesmo assunto. /
g) conjunção subordinativa causal: valor próximo de “porque”.
Exemplo: Corram, que o tornado está próximo da nossa cidade!
h) conjunção subordinativa temporal: valor próximo de “desde que”.
Exemplo: Cinco anos passaram que dali fomos embora.
i) conjunção subordinativa concessiva: valor próximo de “embora”, “ainda que”
Exemplo: Que não gostem de nosso companheirismo, continuaremos unidos!
j) conjunção subordinativa consecutiva: exprime conseqüência.
Exemplo: Tanto pediu que foi atendido.
k) Substantivo: quando se refere à própria partícula “que”. Vem acentuado por ser monossílabo tônico, acompanhado ou de artigo ou de palavra com valor de adjetivo.
Exemplo: Este livro tem um quê de instigação e mistério.
l) Interjeição: exprime surpresa, espanto e vem acentuado:
Exemplo: Quê! Você foi ao casamento?
m) partícula de realce: não prejudica a estrutura sintática se retirado.
Exemplo: Que vontade que tenho de conversar com você às vezes.
n) preposição: substitui a preposição “de” quando acompanhada dos verbos ter e haver.
Exemplo: Tenho que vestir algo apropriado.
Há que se perceber o equívoco.
o) Advérbio: Tem valor aproximado ao das palavras quão e quanto.
Exemplo: Que longe está meu sonho!
Identifique a classe gramatical da palavra QUE:
a) "Meu bem querer tem um quê de pecado..."
b) E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."
c) Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório.
d) Parecia-me que as paredes tinham vulto.
e) Que houve com o carro?
f) Tenho que realizar muitos sonhos.
g) Que bela mulher ela era!
h) Vamos embora, que preciso terminar o material.
i) Parecia-me que as paredes tinham vulto.
j) Aprendi que tem o seu tempo.
k) Então qual que é a verdade?
l) Mas é que lá passava bonde.
m) Certamente que serás aprovado.
n) Quê! Nunca você fará isso!
o) Não pegue, que os outros pegam.
p) Só lhes peço que sejam mais atenciosos.
q) Quase que caio.
r) Ele é que é um gênio.
s) Os jogadores que foram convocados já se apresentaram ao técnico.
t) Esse é o caminho por que passamos.
u) Visitei a cidade em que nasceste.
GABARITO
a) "Meu bem querer tem um quê de pecado..." - SUBSTANTIVO
b) E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural." CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE. c) Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. PREPOSIÇÃO
d) Parecia-me que as paredes tinham vulto. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE e) Que houve com o carro? PRONOME INTERROGATIVO
f) Tenho que realizar muitos sonhos. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE.
g) Que bela mulher ela era! ADVÉRBIO
h) Vamos embora, que preciso terminar o material. CONJUNÇÃO COORDENATIVA EXPLICATIVA i) Parecia-me que as paredes tinham vulto. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE j) Aprendi que tem o seu tempo. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE
k) Então qual que é a verdade? PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
l) Mas é que lá passava bonde. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
m) Certamente que serás aprovado. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
n) Quê! Nunca você fará isso! INTERJEIÇÃO
o) Não pegue, que os outros pegam. CONJUNÇÃO COORDENATIVA EXPLICATIVA
p) Só lhes peço que sejam mais atenciosos. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE. q) Quase que caio. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
r) Ele é que é um gênio. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
s) Os jogadores que foram convocados já se apresentaram ao técnico. PRONOME RELATIVO
t) Esse é o caminho por que passamos. PRONOME RELATIVO
u) Visitei a cidade em que nasceste PRONOME RELATIVO
Funções da palavra COMO
Algumas vezes o uso da palavra COMO pode confundir, devido às diversas funções sintáticas e semânticas que ela pode assumir. Vejamos aqui algumas delas:
1. Verbo COMER, conjugado na 1ª pessoa
Em algumas ocasiões, COMO é um verbo, e significa comer, alimentar-se.
Exemplo: Eu como frutas e verduras todos os dias.
2. ADVÉRBIO INTERROGATIVO DE MODO
Nesse caso, aparecerá sempre em início de frases interrogativas diretas, e irá se referir ao modo do verbo. Exemplo: Como terminaremos o trabalho?
3. ADVÉRBIO EXCLAMATIVO DE INTENSIDADE / INTERJEIÇÃO
Servirá para intensificar a ação verbal.
Exemplo: Como você cresceu!
4. PREPOSIÇÃO
A preposição COMO tem o significado de: na qualidade de, com caráter de, na posição de.
Exemplo: Como filho de Deus, eu tenho o dever de amá-lo.
5.PALAVRA EXPLICATIVA
Quando está introduzindo uma explicação ou exemplificação e tem o sentido de: a saber, assim como, isto é. Exemplo: Algumas pessoas tem dons muito especiais, como o médico, a enfermeira, o bombeiro, etc. 6. PALAVRA DE REALCE
Quando é utilizado para realçar algum termo da frase, é opcional e pode ser retirado sem prejudicar a estrutura sintática. Exemplo: Sentiu como um pressentimento de que iria perder o vôo, e decidiu sair com urgência. 7. PRONOME RELATIVO
Neste caso, o vocábulo “como” aparece sempre antecedido de um substantivo, podendo ser substituído pelas expressões relativas “o(a) qual”, “pelo(a) qual” e demais variações. O pronome relativo desempenhará a função sintática de adjunto adverbial de modo.
Exemplo: Não compreendi o modo como ele se portou.
8.CONJUNÇÃO
Neste caso, pode ser considerada:
a) Conjunção Subordinativa
Serve para introduzir as Orações Subordinadas, e assume alguns significados diferentes, dependendo da oração da qual faz parte:
•ADVERBIAL TEMPORAL
Pode ser substituída por quando ou logo que.
Exemplo: O artista, como ouviu aplausos, entrou em cena rapidamente.
•ADVERBIAL CAUSAL
Assume a mesma função do por que.
Exemplo: Como foi visto entrando na loja, o ladrão desistiu do roubo. •ADVERBIAL COMPARATIVA
É a função mais recorrente.
Exemplo: Ela era branca como o pai, mas os cabelos eram negros como os da mãe. •ADVERBIAL CONFORMATIVA
Tem valor de conforme.
Exemplo: Como combinamos, a festa encerrará antes da meia noite.
•SUBSTANTIVA
Assume o valor de uma Conjunção Integrante.
Exemplo: Observe como ela está bem vestida...
b) Conjunção Coordenativa
Serve para introduzir as Orações Coordenadas, e assume o valor de uma conjunção aditiva: Exemplo: Tanto a filha como o pai são torcedores do mesmo time.
Quando analisada de acordo com sua classe morfológica, o termo em estudo adquire as seguintes classificações:
Substantivo
Neste caso, aparece antecedido de um determinante (artigo, pronome etc.) ou especifica outro substantivo.
Este “se” não está classificado corretamente.
Conjunção
Quando assim classificado, se caracteriza apenas como subordinativas, assumindo as devidas posições:
a) Conjunção subordinativa integrante – Introduz uma oração subordinada substantiva.
Ex: Analisamos se as propostas eram convenientes.
Oração subordinada substantiva objetiva direta
b) Conjunção subordinativa causal – relaciona-se a “já que”, “uma vez que”.
Se não tinha competência para o cargo, não poderia ter aceitado a proposta.
Oração subordinada adverbial causal
c) Conjunção subordinativa condicional – estabelece um sentido de condição, podendo
equivaler-se a “caso não”.
Ex: Se tivéssemos saído mais cedo, poderíamos aproveitar mais o passeio.
Or. subordinada adverbial condicional
Pronome
Integrando a classe dos pronomes oblíquos, pode também assim ser classificado:
a) Pronome apassivador – Relaciona-se a verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos, estando na voz passiva sintética. Dica importante:
No intuito de reconhecer a devida ocorrência, recomenda-se mudar o verbo para a voz passiva analítica.
Ex: Fiscalizaram-se várias CNHs.
Fazendo tal permutação, obteríamos: Várias CNHs foram fiscalizadas.
b) Índice de indeterminação do sujeito – Relaciona-se a verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação, uma vez conjugados na 3ª pessoa do singular.
Nota importante:
De modo a identificar tal classificação, basta substituirmos o “se” por alguém ou ninguém.
Ex: Precisa-se de funcionários qualificados.
Alguém precisa de funcionários qualificados.
c) Parte integrante do verbo – integra verbos essencialmente pronominais, ou seja, aqueles que necessariamente trazem para junto de si o pronome oblíquo, denotando quase sempre sentimentos e atitudes próprias do sujeito. São eles: queixar-se, arrepender-se, vangloriar-se, submeter-se, dentre outros.
Ex: Os garotos queixaram-se do mau atendimento.
d) Pronome reflexivo – Neste caso, dependendo da predicação a que se relaciona o verbo, o pronome “se” pode exercer a função de objeto direto, indireto ou sujeito de um infinitivo, assumindo o sentido de “a si mesmo”.
Ex: A garota penteou-se diante do espelho.
e) Pronome reflexivo recíproco – Podendo também funcionar como objeto direto ou indireto, o pronome “se” corresponde a outro. Tal reciprocidade refere-se à ação do próprio sujeito.
Ex: Inacreditavelmente, aqueles amigos parecem respeitar-se.
f) Partícula de realce ou expletiva – Assim como retrata a própria nomenclatura (realce), tal classificação permite que o pronome seja retirado da oração sem para que isso haja alteração de sentido. Neste caso, liga-se a verbos intransitivos, indicando uma ação proferida pelo sujeito. Ex: Toda plateia riu-se diante das travessuras do palhaço trapalhão.
Notamos que o discurso seria perfeitamente compreensível caso retirássemos o “se”.
“Se” – Função sintática
A partícula se pode assumir diversas funções em relação à função sintática que desempenha.
1. Índice de indeterminação do sujeito.
Ocorre quando o sujeito da oração é indeterminado por essa partícula e aparece em orações com verbos transitivos indiretos ou intransitivos. Neste tipo de oração é inadmissível a voz passiva e o verbo sempre aparecerá na terceira pessoa do singular.
Exemplos: Contrata-se um manobrista. / Fala-se muito, pouco se faz.
2. Partícula apassivadora
Ocorre em orações com a voz passiva sintética, com verbos transitivos diretos e transitivos diretos e indiretos.
Exemplo: Vendem-se carros novos e usados aqui. (Carros novos e usados são vendidos aqui.)
3. Partícula expletiva
O se não apresenta nenhuma função sintática, sendo desnecessário para compreender a oração. Ocorre na presença de verbos intransitivos ou que deem noção de movimento ou atitudes do homem em relação ao próprio corpo.
Exemplos: Gabriela achou melhor sentar-se logo. / Ele resolveu alistar-se.
4. Parte integrante do verbo
Aparece em verbos pronominais, isto é, verbos que se conjugam obrigatoriamente com pronomes oblíquos (indignar-se, queixar-se, suicidar-se, arrepender-se).
Exemplos: Os pais orgulharam-se ao saber da aprovação da filha no vestibular. / Ela não conseguia arrepender-se pelas palavras proferidas.
5. Sujeito de infinitivo
Tem a função de sujeito ao aparecer junto a auxiliares causativos (deixar, mandar e fazer etc.) e sensitivos (ouvir, ver, sentir etc.), geralmente seguidos de objeto direto na oração reduzida.
Exemplo: Sentia-se fraquejar sem ele por perto.
6. Objeto direto
Ocorre quando acompanha verbos transitivos diretos com sujeito animados. Dica: pode ser substituído pelo termo a que faz referência. Exemplo: A menina se maquiava bem. (A menina maquiava a própria menina bem.)
7. Objeto indireto
Ocorre quando acompanha verbos transitivos indiretos com sujeito animado, entretanto, ao ser substituído pelo termo a que se refere, necessita de preposição.
Exemplo: Carlos se obrigou a uma difícil tarefa. (Carlos obrigou ao próprio Carlos uma difícil tarefa.)
“Se” – Função morfológica
Agora pretende-se expor quais são as classificações do “se” a partir de sua função morfológica. Assim, segundo a classe gramatical, o se pode ser classificado em:
1. Pronome oblíquo reflexivo
Quando tiver valor equivalente a si mesmo, neste caso pode ser substituído por outro pronome oblíquo, como me, te, nos. Exemplo: Ela se preparou para a apresentação. (Ela preparou a si mesma para a apresentação.)
2. Pronome reflexivo oblíquo
Quando indicar uma ação praticada por um sujeito que afeta ao outro elemento, neste caso pode ser substituído por um ao outro, uns aos outros. Exemplo: Amaram-se profundamente. (Amaram um ao outro profundamente.)
3. Conjunção subordinativa integrante
Quando iniciar uma oração subordinada substantiva. Neste caso, para identificá-lo, substitua-o por isso, isto, aquilo. Exemplo: Diga-me se assim é melhor para você. (Diga-me isto.)
4. Conjunção subordinativa condicional ou causal
Quando iniciar uma oração subordinada substantiva que indique condição. Tente substituir o se por caso.
Exemplo: Se você não comer tudo, não comerá a sobremesa. (Caso você não coma tudo, não comerá a sobremesa.)
Quando iniciar uma oração subordinada substantiva que indique causa. Tente substituir o se por porque, visto que, vê que, já que. Exemplo: Se ele não quer viajar agora, deixe-o. (Já que ele não quer viajar agora, deixe-o.)
Exercício 1:
Assinale a opção em que “se” funciona como índice de indeterminação do sujeito: A) Object 1 Se Tereza não for à festa, também não irei.
B) Object 2 A criança machucou-se na bicicleta.
C) Object 3 Trata-se do primeiro e último fundo no Brasil (Revista Veja)
D) Object 4 Ele impôs-se uma disciplina rigorosa.
E) Object 5 “Ergueu-se, passou a toalha no rosto” (Lygia Fagundes Teles)
Exercício 2:
Classifique as funções da palavra “se” nas frases a seguir, numerando, convenientemente, os parênteses: Partícula apassivadora.
Índice de indeterminação do sujeito.
Partícula de realce.
Partícula integrante do verbo.
Conjunção subordinativa.
( ) “Ela quer saber se eu me sinto realizado”. (Drummond)
( ) “Acabou-se a confiança no próximo”. (Drummond)
( ) Suicidou-se, pulando no fim da tarde de um prédio de 10 andares.
( ) Precisa-se de operários.
( ) “Sentia-se o cheiro da panela no fogo, chiando de toucinho no braseiro”. (José Lins do Rego) A sequência correta é:
A) Object 6 4-3-5-2-1
B) Object 7 5-3-2-4-1
C) Object 8 4-5-2-1-3
D) Object 9 5-3-4-2-1
E) Object 10 5-3-2-1-4
Exercício 3:
Assinale a opção onde “se” exerce a função de índice de indeterminação do sujeito: A) Object 11 Gosta-se muito de doces por aqui.
B) Object 12 Comprou-se um novo prédio para a loja.
C) Object 13 Emprestou-se o dinheiro ao professor.
D) Object 14 Deixou-se sentar na soleira da porta.
E) Object 15 As roupas, os varais, tudo isso se foi, levado pela correnteza.
Exercício 4:
Em todas as orações abaixo, a palavra “se” aparece como pronome reflexivo, exceto em: A) Object 16 Os namorados beijavam-se calorosamente.
B) Object 17 Mãe e filha queriam-se muito.
C) Object 18 Alimentou-se no restaurante.
D) Object 19 Era-se feliz na fazenda.
E) Object 20 Cortou-se a pobre menina nos arames farpados.
GABARITO: 1C 2D 3A 4D
Relacione as colunas quanto às funções de “se”:
I – Conjunção subordinativa integrante.
II – Partícula apassivadora.
III – Partícula expletiva.
IV – Pronome reflexivo.
V – Conjunção subordinativa condicional.
a) ( ) Ele me perguntou se eu havia feito as compras
b) ( ) A menina feriu-se com o caco de vidro.
c) ( ) Ensina-se violão nesta escola.
d) ( ) Você será aprovada se estudar bastante.
e) ( ) Meus convidados foram-se embora assim que terminaram de comer.
QUESTÃO 2
Assinale a única alternativa em que “se” é uma conjunção subordinativa condicional
a) ( ) Os convidados olharam-se, surpresos, depois que viram a noiva entrar.
b) ( ) Bebe-se muito durante o carnaval.
c) ( ) Ela deixou-se convencer pelas desculpas do namorado.
d) ( ) Todos poderão entrar se possuírem convites.
e) ( ) Quero saber se você chegará no horário marcado.
QUESTÃO 3
(FGV-2014) “Os avanços nos sistemas de comunicação tornaram possível que pessoas de diferentes lugares passassem a se falar e a estar em contato o tempo todo. As pessoas começaram a viajar mais e, com isso, alteraram o seu modo de ver o mundo e de se relacionar”. As duas ocorrências do pronome “se” sublinhadas indicam, respectivamente,
a) ( ) sujeito indeterminado e sujeito indeterminado.
b) ( ) voz passiva e pronome reflexivo.
c) ( ) pronome reflexivo e pronome recíproco.
d) ( ) pronome recíproco e pronome recíproco.
e) ( ) pronome recíproco e sujeito indeterminado.
QUESTÃO 4
(Fapec-2016) Assinale a alternativa em que a palavra “se” é um pronome reflexivo.
a) ( ) Não se é responsável da noite para o dia!
b) ( ) Os policiais feriram-se no confronto.
c) ( ) Vendem-se carros usados.
d) ( ) Procura-se secretária naquela nova loja.
GABARITO: 1) I IV II V III 2d 3d 4b
1 - Classifique a partícula se nos períodos abaixo:
- Consertam-se bicicletas.
- Trabalha-se muito aqui.
- Os convidados foram-se embora ao amanhecer.
- Se ela não vier, teremos muito trabalho.
- Não sei se ele voltará hoje para casa.
2 - Relacione a primeira coluna com a segunda.
(1) Conjunção Subordinativa
(2) Pronome Reflexivo.
(3) Pronome Apassivador
(4) Índice de Indeterminação do Sujeito.
(5) Partícula Expletiva ou de Realce
3 - No período "O irmão deixou-se envolver por más
( ) Solange considerou-se culpada.
( ) Precisa-se de operários especializados. ( ) Nunca se sabe se ele vai chegar cedo ou não. ( ) A platéia riu-se das piadas do apresentador. ( ) Ali ainda se viam grandes florestas.
companhias ", o se é classificado como: a) Conjunção Subordinativa
b) Pronome Reflexivo.
c) Pronome Apassivador
d) Índice de Indeterminação do Sujeito. e) Partícula Expletiva ou de Realce
4 - No período "Conseguiremos lugar, se chegarmos cedo ao teatro", o se é classificado como: a) Conjunção Subordinativa
b) Pronome Reflexivo.
c) Pronome Apassivador
d) Índice de Indeterminação do Sujeito.
e) Partícula Expletiva ou de Realce
5 - No período "A mulher arrependeu-se do que fez", o se é classificado como: a) Conjunção Subordinativa
b) Pronome Reflexivo.
c) Parte Integrante do verbo.
d) Pronome Apassivador
e) Partícula Expletiva ou de Realce
GABARITO: 2 (2 4 1 5 3) 3 B 4A 5C
1- “Uma lagartixa passou correndo à sua frente e sumiu-se por entre as cadeiras”. A palavra sublinhada é:
a) Pronome reflexivo e objeto direto.
b) Pronome reflexivo e objeto indireto.
c) Partícula de realce e sem função sintática.
d) Pronome pessoal oblíquo e objeto direto.
2- No período: “ Não se fazem automóveis como antigamente”. A palavra “se” é:
a) Partícula apassivadora
b) Índice de indeterminação do sujeito.
c) Pronome reflexivo.
d) Conjunção integrante.
e) Conjunção condicional.
3- Assinale a alternativa em que o “se” funciona como índice de indeterminação do sujeito.
a) Precisa-se de empregadas.
b) Aceitam-se encomendas.
c) Na sei se virão.
d) Se estiveres certo, chegaremos lá imediatamente.
e) Vai-se a primeira pomba despertada.
4- Em: “ O dentista acha-se estendido no chão; a defunta aproximou-se da mesa” Os “se” presentes neste texto são respectivamente: a) Pronome apassivador e pronome reflexivo.
b) Expletivo e expletivo.
c) Pronome apassivador e pronome apassivador
d) Pronome reflexivo e pronome apassivador.
e) Pronome reflexivo e pronome reflexivo.
5- Indique a alternativa em que a partícula “se” na tem valor de pronome apassivador:
a) Ouviam-se gargalhadas e pragas.
b) Destacavam-se risos.
c) Trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons dias.
d) Já não se destacavam vezes dispersas.
e) Não sei se vou te amar mais.
6- Uma das alternativas apresenta pronome reflexivo “se”, qual:
a) Voltarei cedo se quiseres.
b) Queixou-se das questões do concurso.
c) Alugam-se apartamentos.
d) Precisa-se de pedreiros.
e) Capitu deixou-se fitar e examinar.
7- Aponte o período em que a palavra “se”seja uma conjunção subordinada integrante:
a) A tristeza daquela jovem se funde em problemas sociais.
b) Em suas palavras não se separam mentiras e nem verdades.
c) Se essa obra fosse impressa no Brasil, teria o valor de oitenta reais.
d) Os dirigentes indagaram se seriam presos.
e) Os chefes administrativos mantêm-se atualizados quanto a questões existenciais das mais complexas.
8- Assinale a alternativa em que o pronome “se” está apassivando o verbo.
a) Tempo não se mede pelos ponteiros do relógio, mas pelo vácuo da comunicação entre dois amigos.
b) Ao entrar no recinto novo da confeitaria muitos clientes se sentiam felizardos com o luxo do lugar.
c) Vai-se embora o mais colorido sonho com a chegada de um só momento de maturidade.
d) Esqueceu-se dos fardos diários, enquanto olhava para a inexpressiva lista dos pratos do dia.
e) Precisa-se de muita calma e jeito para o consolo de um singular amigo.
gabarito: 1 - C 2 - A 3 - A 4 - E 5 - E 6 - E 7 - D 8 - A
1. “Sumiu-se por entre as matas, e a cena não se pôde descrever.” A palavra SE, nas duas ocorrências da frase acima, é, respectivamente,
a) palavra de realce – pronome apassivador.
b) pronome reflexivo – pronome apassivador.
c) palavra de realce – pronome reflexivo.
d) pronome reflexivo – pronome reflexivo.
e) pronome apassivador – pronome reflexivo.
2. Assinale a alternativa em que o SE funciona como índice de indeterminação do sujeito.
a) Precisa-se de vendedores com prática.
b) Aceitam-se encomendas.
c) Não sei se virá a tempo.
d) Se estiveres certo, estamos quase na cidade.
e) “Vai-se a primeira pomba despertada...”
3. O SE funciona como parte integrante do verbo na frase da alternativa
a) Queixou-se de dores nas costas.
b) Precisa-se de papel de expediente.
c) Conferiu-se a nota fiscal ontem.
d) Não se produzem mais monitores em preto e branco.
e) Avise se estiver disposto a vir.
4. Nos trechos:
“Se eu convencesse Madalena ... Se lhe explicasse ...” e
“Ouviam-se as pancadas do pêndulo, ouviam-se muito bem...”,
a partícula SE é, respectivamente,
a) conjunção e pronome apassivador.
b) pronome recíproco e conjunção.
c) conjunção e índice de indeterminação do sujeito.
d) pronome reflexivo e conjunção.
e) conjunção e pronome reflexivo.
5. O SE é pronome apassivador em
a) Precisa-se de uma secretária.
b) Proibiram-se as saídas.
c) Assim se vai ao fim do mundo.
d) Nada conseguiria se não fosse esforçado.
e) Eles se propuseram um acordo.
6. O SE é símbolo de indeterminação do sujeito na frase
a) Não se ouvia o sino.
b) Assiste-se a espetáculos degradantes.
c) Alguém se arrogava o direito de gritar.
d) Perdeu-se um cão de estimação.
e) Não mais se falsificará tua assinatura.
7. “Não se sabe se é verdade ou não.” As duas ocorrências de SE na frase acima são classificados, respectivamente, como
a) partícula apassivadora e pronome reflexivo.
b) partícula apassivadora e conjunção integrante.
c) partícula integrante do verbo e conjunção condicional.
d) índice de indeterminação do sujeito e partícula de realce.
e) partícula integrante do verbo e conjunção integrante.
8. Assinale a alternativa em que a conjunção SE indica condição.
a) Hoje se fala numa porção de ruas.
b) Se ela fosse bastante pura, iria homenageá-la.
c) A gente não sabe se é de ave de plumagem bonita.
d) Destacavam-se alguns figurões do Império.
e) O dentista acha-se incomunicável.
9. Indique a alternativa em que a partícula SE não tem valor de pronome apassivador.
a) Ouviam-se gargalhadas e pragas.
b) Destacavam-se risos soltos na noite.
c) Trocavam-se sorrisos pelas janelas do condomínio.
d) Já não se ouviam vozes dispersas.
e) Pigarreava-se grosso por toda parte.
10. Em “Das dores se multiplica...”, o SE exerce a função sintática de
a) objeto direto.
b) objeto indireto.
c) pronome apassivador.
d) predicativo do sujeito.
e) objeto direto pleonástico.
GABARITO
1-A; 2-A; 3-A ;4-A; 5-B; 6-B; 7-B; 8-B; 9-E; 10-A.